Coreia do Norte está disposta a discutir paz e desnuclearização

País estaria disposto a "realizar esforços consistentes para a conclusão de um tratado de paz"

EFE |

A Coreia do Norte disse neste sábado que está disposta a falar de paz e de desnuclearização após a declaração adotada pelo Conselho de Segurança da ONU que condena o ataque à embarcação sul-coreana "Cheonan" , mas não responsabiliza Pyongyang diretamente.

AFP
Destroços do navio Cheonan foram içados em abril para investigação sobre naufrágio
A Coreia do Sul pressionava para que o Conselho de Segurança condenasse a Coreia do Norte pelo afundamento do navio, em águas fronteiriças do Mar Amarelo em março, em incidente no qual morreram 46 tripulares. Com base em uma investigação internacional, Seul acusa Pyongyang pelo incidente . O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou na sexta-feira o incidente e o qualificou como "ameaça" à estabilidade regional do nordeste asiático.

A declaração do Conselho de Segurança aponta que uma investigação internacional apoiada pela Coreia do Sul concluiu anteriormente que "a Coreia do Norte foi responsável pelo afundamento da Cheonan", mas cuidadosamente evitou condenar diretamente o regime de Kim Jong-il.

O comunicado da agência estatal "KCNA", que cita um porta-voz do Ministério de Exteriores norte-coreano, destaca o fato de que o Conselho de Segurança não tenha condenado diretamente a Coreia do Norte.

A fonte da Chancelaria citada pela agência "KCNA" assegura que a Coreia do Norte tomou nota das recomendações do Conselho de Segurança para resolver os assuntos na Península Coreana por meios pacíficos e retomar o diálogo direto e a negociação. Além disso, compromete-se a "realizar esforços consistentes para a conclusão de um tratado de paz e a desnuclearização por meio de conversas de seis lados".

As negociações multilaterais nas quais participam as duas Coreias, China, EUA, Rússia e Japão foram paralizadas em dezembro de 2008 e, em abril de 2009, a Coreia do Norte anunciou sua retirada definitiva da mesa de diálogo em resposta às sanções impostas pela ONU.

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