O governo da Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira que colocou suas Forças Armadas em alerta total de combate e está pronta para explodir a Coreia do Sul, enquanto sul-coreanos e os Estados Unidos realizam um exercício militar na região.

O exercício, visto por Pyongyang como manobra nuclear, tem duração de duas semanas e objetivo de testar a defesa dos aliados em caso de ataque. Anualmente as atividades militares aumentam a tensão na península coreana, apesar de nada mais sério ter ocorrido nas últimas décadas.

"As unidades de três serviços do Exército Popular Coreano devem ficar totalmente de prontidão para entrar em ação e explodir os agressores uma vez que a fronteira seja violada", disse um comandante militar norte-coreano, segundo a agência de notícias do Norte KCNA.

As declarações foram feitas depois que a China, principal aliada do Norte, disse que desejava ver a retomada das negociações sobre o desarmamento nuclear de Pyongyang até 1º de julho. O governo chinês pediu que os seis países envolvidos nas negociações, incluindo os EUA e a Coreia do Sul, façam um esforço maior.

As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 foi encerrado com um armistício, e não um tratado de paz.

Os exercícios envolvem 18.000 militares norte-americanos, dos quais 8.000 foram deslocados do exterior e cerca de 10.000 já estavam posicionados na Coreia do Sul. O Ministério da Defesa sul-coreano disse que cerca de 20.000 soldados do país vão participar.

Os EUA, que lutaram do lado do Sul durante a guerra, têm atualmente 28.000 tropas no país, dando apoio aos 670.000 militares sul-coreanos. O Norte posiciona a maioria de seus 1,2 milhão de militares próximo da fronteira com o Sul.

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