Coréia do Norte e EUA avançam para retomar negociações nucleares

Por Melanie Lee e Daryl Loo CIDADE DE CINGAPURA (Reuters) - O diálogo com o principal enviado da Coréia do Norte para as questões nucleares avançou na terça-feira rumo à retomada das negociações, hoje paralisadas, sobre os programas atômicos do país asiático, afirmou Christopher Hill, secretário-assistente de Estado dos EUA.

Reuters |

'Dependendo do que ouviremos das capitais até amanhã, acho que haverá alguns anúncios muito em breve', disse Hill a repórteres após encontrar-se com Kim Kye-gwan, vice-ministro das Relações Exteriores da Coréia do Norte, em Cingapura.

'Nós nos esforçamos o máximo possível. Tratamos de todas as questões que precisavam ser tratadas', afirmou.

Meios de comunicação sul-coreanos haviam antes divulgado a seguinte declaração atribuída a Kim: 'Houve uma considerável diminuição das diferenças em nossas opiniões'.

Segundo a agência de notícias Yonhap, da Coréia do Sul, Kim afirmou que as discussões haviam sido 'substanciais'.

Quando questionado sobre se em breve seria selado um acordo a respeito de uma declaração conjunta, o vice-ministro norte-coreano respondeu: 'Conversamos sobre questões genéricas.

Procurem olhar para isso concedendo-nos mais tempo e paciência.'

As negociações internacionais sobre os programas nucleares da Coréia do Norte, das quais participam seis países (as duas Coréias, a China, o Japão, os EUA e a Rússia), encontram-se paralisadas à espera de os norte-coreanos entregarem um relatório completo a respeito de suas atividades na área.

Essa declaração deveria ter sido repassada no final do ano passado.

'Precisamos concluir as coisas para ingressarmos na fase dois. Se conseguirmos fazer isso, acho que aguardaríamos até a Coréia do Norte concluir seu relatório. E acho que os chineses gostariam de convocar um encontro dos seis países o quanto antes', afirmou Hill.

A China preside as negociações internacionais.

Hill disse a repórteres antes de reunir-se com Kim que não esperava chegar a um acordo sobre uma declaração naquele encontro.

'Não acho que teremos qualquer tipo de acordo. Não estamos buscando um acordo. Queremos realizar uma consulta a respeito de algumas questões sobre as quais não concordamos. Eles sabem exatamente quais são essas questões e que não desejamos convocar uma reunião (dos seis países) enquanto não conseguirmos avançar.'

O encontro em Cingapura acontece em um momento bastante tenso na fortemente armada península coreana. Nos últimos dias, a Coréia do Norte testou mísseis de pequeno alcance e ameaçou a Coréia do Sul.

O governo norte-americano deseja que a Coréia do Norte finalize a declaração sobre seus programas nucleares conforme prevê um acordo histórico firmado nas negociações envolvendo os seis países, em fevereiro de 2007.

(Reportagem adicional de Jennifer Tan e Frances Yoon em Cingapura, Jack Kim em Seul, Teruaki Ueno en Tóquio)

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