Coreia do Norte diz que não há diálogo sem respeito à soberania

SHARM EL-SHEIKH - O segundo líder mais importante da Coreia do Norte disse, nesta quarta-feira, que o diálogo com as potências internacionais é impossível sem o respeito à soberania do país comunista. A China busca amenizar o confronto internacional com relação à Coreia do Norte, promovendo negociações a seis partes desde agosto de 2003.

Reuters |

Fazem parte dessas conversações as duas Coreias, China, Estados Unidos, Japão e Rússia. O objetivo é pôr fim às ambições por armas nucleares da Coreia do Norte em troca de auxílio.

"Para nós, não é possível haver diálogo nem qualquer negociação quando os princípios de respeito à igualdade e aos direitos soberanos são negados", afirmou Kim Yong-nam aos delegados da cúpula do Movimento Não-Alinhado na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh.

Kim, que é presidente da Assembleia do Povo da Coreia do Norte, disse que as negociações foram encerradas porque a maioria das partes envolvidas abandonou esses princípios.

"À luz da situação vigente, o governo da República Democrática Popular da Coreia não teve outro caminho a não ser tomar medidas decisivas para fortalecer ainda mais sua dissuasão nuclear", afirmou ele.

Há anos Washington pressiona Pyongyang para que o governo ponha fim às ambições atômicas do país e desative mísseis que ameaçam a Coréia do Sul e o Japão, aliados dos EUA.

A Coreia do Norte aumentou a tensão na região ao lançar uma série de mísseis no dia 4 de julho, num ato de desafio aos EUA, que comemora nessa data a sua independência.


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