Nações Unidas, 7 abr (EFE).- A Coreia do Norte advertiu hoje de que qualquer ação do Conselho de Segurança da ONU contra o país em resposta ao lançamento de um foguete de longo alcance teria consequências firmes, segundo o embaixador adjunto norte-coreano perante as Nações Unidas, Pak Tok Hun.

Ele defendeu a versão de Pyongyang de que o foguete lançado no domingo transportava um satélite de comunicações, e não era um teste de um míssil balístico disfarçado, como acusam países vizinhos e as potências ocidentais.

"Todo o mundo conhece a diferença entre um míssil e um satélite", afirmou o diplomata na saída de uma reunião da Assembleia Geral.

Ele lembrou que todos os países "têm o direito de aproveitar o espaço exterior de maneira pacífica", como já fazem algumas nações, e que impedir a Coreia do Norte de ter acesso a isso seria "injusto".

"Qualquer ação do Conselho de Segurança será considerada uma violação de nossa soberania e terá consequências firmes", afirmou o representante do regime norte-coreano.

Os cinco membros permanentes do principal órgão da ONU (China, Rússia, Estados Unidos, França e Reino Unido) e Japão adiaram até a quarta-feira uma segunda rodada de contatos para tentar pactuar uma reação conjunta às ações norte-coreanas. EFE jju/db

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