Coréia do Norte descarta diálogo com sul-coreanos

A Coréia do Norte rejeitou, neste domingo, o pedido do governo da Coréia do Sul para um diálogo de reconciliação, depois que ambos os países se viram envolvidos em uma dura troca de acusações pela morte de uma turista sul-coreana, baleada sexta-feira por um soldado do país comunista.

AFP |

Apesar do grave incidente, o novo presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-Bak, fez uma oferta pública de negociações ao vizinho do Norte, na tentativa de amenizar as tensões bilaterais.

A Coréia do Norte, que foi criticada por Seul após a morte da turista, disse que a proposta "não merece a menor atenção" e classificou Myung-Bak de "traidor".

O presidente sul-coreano condenou, pessoalmente, no sábado, a morte da turista e convocou Pyongyang para "cooperar ativamente" para resolver o caso, autorizando o envio de uma comissão investigadora.

A turista falecida, Park Wang-Ja, uma dona-de-casa de 53 anos, residente em Seul, saiu para passear na sexta de manhã pelo complexo turístico norte-coreano do Monte Kumgang, quando, aparentemente, perdeu-se e entrou em uma zona militar, e foi atingida por soldado. O Norte se negou a deixar que funcionários do Sul façam uma investigação no lugar dos fatos.

Lee já sabia da notícia da morte da turista, mas decidiu, de qualquer maneira, durante um discurso no Parlamento, propor negociações, rejeitadas pelo jornal oficial do Norte, "Rodong Sinmun", neste domingo.

"Não há nada de novo", escreve o jornal, denunciando a proposta de Lee como "um insulto intolerável" aos que esperam a reconciliação.

lim/tt

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