Coreia do Norte decide levar julgar jornalistas dos EUA

Por Jack Kim SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte levará a julgamento duas jornalistas dos EUA presas no mês passado na fronteira com a China, disse a imprensa estatal na sexta-feira, agravando as tensões decorrentes do lançamento de um foguete norte-coreano.

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O anúncio coincide com o final de uma visita a Pyongyang do chanceler russo, Sergei Ivanov, que pressionou o regime local a não retomar seu programa de armas nucleares.

"Um órgão competente da RDPC (Coreia do Norte) concluiu as investigações sobre os jornalistas dos Estados Unidos. O órgão decidiu formalmente levá-las a julgamento com base nos crimes confirmadamente cometidos por elas", disse a agência estatal de notícias KCNA em uma breve nota.

Euna Lee e Laura Ling, da emissora norte-americana Current TV, foram detidas em março à margem de um rio que separa a China da Coreia do Norte. Pyongyang as acusou de entrar ilegalmente em seu território com uma intenção "hostil".

O Departamento de Estado dos EUA não se pronunciou.

Neste mês, a Coreia do Norte chamou a atenção do mundo com o lançamento de um foguete que, segundo os EUA e seus aliados, na verdade serviu como teste de um míssil de longa distância, algo proibido por sanções da ONU de 2006.

A ONU criticou o fato e prometeu uma fiscalização mais rígida das sanções, o que levou Pyongyang a expulsar inspetores nucleares estrangeiros, abandonar as negociações multilaterais de desarmamento e anunciar a reativação de sua fábrica de plutônio enriquecido.

Durante sua visita, Lavrov disse que não haverá solução fácil para o impasse, mas que todos os envolvidos nas negociações multilaterais não devem desistir do processo.

A KCNA disse que a delegação russa "reconfirmou sua posição prévia de oposição a (novas) sanções da ONU contra a RDPC, e prestou atenção à nossa posição de que as negociações a seis partes já não são mais úteis".

A KCNA disse ainda que Lavrov entregou uma carta do presidente Dmitry Medvedev ao dirigente norte-coreano Kim Jong-il, mas não ficou claro se o chanceler o encontrou. Lavrov chegou na sexta-feira a Seul para reuniões com funcionários locais.

(Reportagem adicional de Yoo Choonsik e Jon Herskovitz)

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