Coreia do Norte convida observadores para lançamento de satélite

Anúncio de operação foi feito após acordo para suspender testes nucleares e de mísseis; para EUA, ação em abril encobrirá teste de mísseis

iG São Paulo |

A Coreia do Norte anunciou neste sábado que convidará especialistas em ciência e tecnologia espacial e jornalistas estrangeiros para assistir em abril ao lançamento de um foguete para pôr em órbita um satélite , informou a agência de notícias oficial KCNA citando o Comitê Coreano de Tecnologia Espacial. Sem fornecer detalhes, a KCNA disse que, durante a visita, os observadores poderão ir para a área de lançamento e a outros lugares.

O lançamento, previsto entre 12 e 16 de abril para marcar o centenário de nascimento do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, é visto pelos EUA e outros países como um teste de míssil disfarçado, apesar de o regime de Pyongyang ter afirmado que o satélite tem fins civis.

A operação foi anunciada na quinta-feira, quando um porta-voz do comitê especial informou que um foguete Unha-3 lançará o satélite de observação terrestre norte-coreano Kwangmyongsong-3, que, de acordo com a KCNA, seria necessário para o desenvolvimento econômico do país.

A Coreia do Norte, porém, utilizou argumento semelhante quando lançou um "satélite" em 5 de abril de 2009, atraindo a condenação do Conselho de Segurança e um reforço das sanções contra o regime.

O anúncio da operação foi feito mais de duas semanas depois de Pyongyang ter declarado em 19 de fevereiro que aceitava suspender os testes nucleares e de mísseis , assim como o programa de enriquecimento de urânio, em troca de 240 mil toneladas de ajuda alimentar de Washington. A decisão de aceitar um acordo com os EUA foi tomada pouco mais de dois meses depois da morte do antigo líder Kim Jong-il , que foi sucedido por seu filho Kim Jong-un .

O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na sexta-feira a Pyongyang de "repensar a sua decisão" de lançar o foguete, dizendo-se "muito preocupado" com as possíveis consequências.

Ele reiterou o apelo para que a Coreia do Norte cumpra totalmente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, principalmente a 1.874 de 2009, que proíbe o país de realizar testes nucleares ou balísticos.

*Com EFE e AFP

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