Coreia do Norte concorda com reabertura de fronteira para o sul

A Coreia do Norte concordou em reabrir sua fronteira com a Coreia do Sul e permitir a retomada do turismo e reuniões familiares, de acordo com a agência de notícias norte-coreana KCNA. A reabertura de fronteira foi determinada depois de uma reunião entre o líder da Coreia do Norte Kim Jong-il, e a a presidente do grupo Hyundai, Hyun Jeong-eun.

BBC Brasil |

A Hyundai gerencia o turismo para a Coreia do Norte e opera, junto com o governo do país, uma fábrica perto da fronteira, que é uma fonte importante de renda para o regime de Kim Jong-il.

Ainda não se sabe se a Hyundai concordou com a exigência do governo norte-coreano de um grande aumento de salário para os trabalhadores do parque industrial de Kaesong.

Hyun Jeong-eun também conseguiu neste domingo a libertação de um funcionário da empresa que estava preso desde março por, supostamente, criticar o governo da Coreia do Norte.

A agência de notícias norte-coreana KCNA informou que, além de permitir o trânsito livre de turistas e viajantes a negócios, também serão permitidas mais reuniões de famílias coreanas - separadas desde a guerra ocorrida entre 1950 e 1953 - a começar a partir do dia de Ação de Graças coreano, no dia 3 de outubro.

Ao mesmo tempo que noticiou a reabertura da fronteira, a KCNA também relatou que todo o país entrou em estado de alerta devido aos exercícios militares conjuntos dos Estados Unidos e Coreia do Sul.

Visita de Clinton
A reunião entre Kim Jong-il e a presidente do grupo Hyundai ocorreu uma semana depois de Pyongyang ter libertado dois jornalistas americanos, depois de uma visita inesperada do ex-presidente americano Bill Clinton.

Apesar da medida, o governo norte-coreano manteve sua postura de costume ao responder aos exercícios militares da Coreia do Sul. A Coreia do Norte prometeu retaliar qualquer violação de sua soberania com um ataque nuclear.

Os norte-coreanos ameaçaram com "um ataque aniquilador, cruel e imediato contra os agressores", afirmando que os exercícios eram uma "grave ameaça à paz e um prelúdio para uma invasão".

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