Coreia do Norte: Ativistas acusam aumento de execuções de cristãos

Um relatório divulgado nesta sexta-feira por ativistas sul-coreanos de direitos humanos denuncia o suposto aumento no número de execuções de cristãos na Coreia da Norte, algumas até públicas. No documento, elaborado pela ONG Comissão Investigativa de Crimes contra a Humanidade, os ativistas afirmam que uma mulher foi executada publicamente no mês passado, em um vilarejo no norte, próximo à fronteira com a China.

BBC Brasil |

Ela teria sido acusada de distribuir bíblias e de espionar para a Coreia do Sul e para os Estados Unidos, além de supostamente articular o movimento dissidente.

Os pais, o marido e os filhos da moça foram todos enviados para um campo de trabalho forçado.

É difícil confirmar estes relatos já que o país é muito fechado, mas é a Coreia do Norte é conhecida por sua intolerância à religião. No país comunista, qualquer religião é vista como grave ameaça ao Estado.

Para o governo norte-coreano, qualquer forma alternativa de organização social é considerada como adversário da ideologia dominante, ela mesmo quase religiosa.

Bíblia e tortura
Só o fundador do país, Kim Il-sung, e seu filho, Kim Jong-il, podem ser celebrados em cerimônias públicas.

O governo dos Estados Unidos afirma que a posse de uma bíblia na Coreia do Norte pode levar a tortura e desaparecimento.

Apesar das perseguições, acredita-se que até 30 mil norte-coreanos pratiquem o Cristianismo secretamente em suas casas.

O governo norte-coreano parece ter endurecido as suas posições, desde a repressão à política de defesa e relações internacionais.

Analistas dizem que essa pode ser uma forma de o governo se sustentar durante o processo de sucessão na Coreia do Norte, já que se acredita que Kim Kong-il esteja muito doente e preparando o filho mais novo, Kim Jong-un, para ser o novo líder norte-coreano.

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