Coreia do Norte anuncia que vai libertar missionário americano

A Coreia do Norte vai libertar o missionário americano que foi detido em dezembro por entrar ilegalmente no país, anunciou a agência oficial norte-coreana KCNA nesta sexta-feira.

iG São Paulo |

Robert Park, cidadão americano de origem coreana, detido no dia 25 de dezembro, expressou um "sincero arrependimento", segundo a agência, que não informou a data da libertação.

O militante cristão cruzou a fronteira entre a China e a Coreia do Norte no dia de Natal com o objetivo de chamar a atenção para a situação dos direitos humanos no país.


Imagem do missionário Robert Pak é exibida em TV sul-coreana / AP

"A Coreia do Norte decidiu, com indulgência, perdoar e libertá-lo, depois de ter levado em consideração sua confissão e arrependimento sincero", afirma a nota.

A agência também divulgou o que apresentou como uma entrevista de Robert Park, que afirma ter sido "enganado" pela "propaganda" ocidental contra a Coreia do Norte.

"Cruzei a fronteira por causa da minha compreensão ruim da República Democrática Popular da Coreia do Norte (DPRK), produto da propaganda falsa que é feita no Ocidente para prejudicar a imagem do regime", declarou o missionário, segundo a KCNA.

Um segundo cidadão americano foi detido em 25 de janeiro por ter entrado ilegalmente na Coreia do Norte, informou Pyongyang no fim de janeiro.

De acordo com a suposta entrevista, Park afirma que foi tratado de "forma cuidadosa" e reconhece que "a liberdade religiosa está plenamente garantida na Coreia do Norte".

Park é membro de um dos grupos cristãos que condenaram a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte. Dias antes de atravessar a fronteira, o missionário tinha dito em Seul que, caso fosse preso na Coreia do Norte, não queria que o Governo americano o libertasse.

Ele foi o terceiro cidadão americano detido no ano passado na Coreia do Norte por entrada ilegal, depois que duas jornalistas foram presas em março na fronteira com a China enquanto gravavam imagens para um documentário sobre o tráfico de mulheres refugiadas norte-coreanas.

As duas repórteres, que chegaram a ser condenadas a 12 anos de trabalhos forçadas, foram liberadas em agosto graças à mediação do ex-presidente Bill Clinton.

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