Coreia do Norte ameaça com "resposta física" a manobras dos EUA

Exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul vão acontecer entre os dias 25 e 28 de julho

EFE |

O regime norte-coreano ameaçou nesta sexta-feira com uma "resposta física" contra as manobras militares que os Estados Unidos e a Coreia do Sul planejam iniciar no próximo domingo nas águas do Mar do Japão.

A ameaça foi anunciada durante a conferência asiática de segurança realizada em Hanói pelo porta-voz da delegação norte-coreana, Rin Tong II, depois que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu aos países asiáticos que apliquem as sanções impostas a Pyongyang .

"A posição é de que haverá uma resposta física contra os passos e a ameaça militar imposta pelos Estados Unidos", ressaltou o porta-voz norte-coreano, visivelmente contrariado. A Coreia do Norte insistiu que os exercícios navais anunciados na terça-feira pelo secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, "são uma ameaça à soberania e segurança" norte-coreana.

Os quatro dias de manobras acontecerão no Mar do Japão com a participação do porta-aviões George Washington, além de cerca de 20 de navios de guerra e aviões caças de combate F-22, segundo um comunicado da Junta do Estado-Maior sul-coreana e das forças americanas.

O funcionário norte-coreano disse que a presença do George Washington, embarcação com propulsão nuclear, é um perigo para a segurança da península coreana. "Já deixamos para trás o século 19 no qual se manteve a diplomacia do navio armado", destacou o porta-voz da delegação norte-coreana, liderada pelo ministro de Assuntos Exteriores, Pak Ui Chun.

Novas sanções

A chefe de diplomacia dos EUA, Hillary Clinton, anunciou na quarta-feira em Seul novas sanções ao regime de Pyongyang em resposta ao afundamento do navio sul-coreano "Cheonan", atribuído a um míssil norte-coreano, que causou a morte de 46 marinheiros no dia 26 de março.

O porta-voz norte-coreano insistiu que os resultados da investigação realizada por uma comissão internacional para esclarecer o afundamento do "Cheonan" foram "inventados" para responsabilizar a Coreia do Norte. "Não vamos nos desculpar quando a verdade sobre o incidente ainda não veio à tona. Se alguém deve solicitar perdão tem que ser a Coreia do Sul, que é responsável pôr colocar a península coreana a ponto de explodir", disse Tong II nos corredores de centro de convenções da capital vietnamita foi realizado o fórum de segurança.

Hillary, apoiada pelo Japão e Coreia do Sul, defendeu que o comunicado conjunto da reunião refletisse uma condenação a Coreia do Norte em termos duros. No fim, o texto refletiu apenas a "profunda preocupação" pelo caso da embarcação "Cheonan". "Uma medida da solidez de uma comunidade de nações é como responde às ameaças contra seus membros, vizinhos e região", disse a secretária de Estado americana.

Outro grupo, liderado pelo ministro de Assuntos Exteriores da China, Yang Jiechi, e secundado por seus dez colegas da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), se mostrou contrário a condenar Pyongyang por escrito.

A conferência asiática de segurança organizada todos os anos pelas Asean serviu previamente de cenário para enviar mensagens a Coreia do Norte, membro do fórum da mesma forma que os outros cinco países que participam das negociações: Coreia do Sul, Japão, Rússia, China e Estados Unidos.

Em sua intervenção, Clinton também pediu a Pequim e aos países banhados pelas águas do Mar da China Meridional que resolvam suas disputas territoriais mediante o diálogo, em alusão aparente às ilhas Spratlys, disputadas pela China, Filipinas, Vietnã, Malásia, Taiwan e Brunei.

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