Coreia do Norte alerta ONU contra sanção a lançamento de foguete

SEUL - A Coreia do Norte disse na terça-feira que eventuais tentativas do Conselho de Segurança da ONU para punir o regime comunista por causa do lançamento de um satélite representarão o fim das negociações internacionais visando o desarmamento nuclear norte-coreano.

Reuters |


Pyongyang pretende lançar seu satélite entre os dias 4 e 8 de abril. Os EUA e seus aliados na Ásia, no entanto, dizem que essa atividade na verdade disfarça o teste com um míssil de longo alcance, algo que violaria sanções da ONU já em vigor.

"É uma perversidade dizer que a tecnologia de lançamento de satélites não pode ser distinguida da tecnologia de mísseis de longo alcance e assim deve ser tratada pelo Conselho de Segurança da ONU, o que é como dizer que uma faca de cozinha não é diferente de uma baioneta", disse um porta-voz da chancelaria norte-coreana à imprensa estatal do país.

O porta-voz disse que "tal ato de hostilidade" iria contra uma declaração conjunta de 19 de setembro, resultado das negociações que envolvem EUA, China, Rússia, Japão e as duas Coreias. O objetivo é que Pyongyang abra mão do seu programa nuclear em troca de ajuda econômica.

"Se a declaração conjunta de 19 de setembro for anulada, não haverá fundamento nem significado para a existência do diálogo a seis partes", disse o porta-voz, que não foi identificado.

A Coreia do Norte avisou formalmente as autoridades internacionais sobre a trajetória planejada do foguete, que passaria sobre o Japão, deixando cair seus estágios de propulsão a leste e oeste do arquipélago.

Analistas dizem que, ao fazer esse aviso, Pyongyang argumenta que o lançamento não viola as sanções adotadas pela ONU depois dos testes de mísseis norte-coreanos em 2006.

Coreia do Sul, Japão e EUA defendem novas sanções contra o Norte por causa do lançamento, que usa um foguete, o Taepodong-2, supostamente capaz de atingir o Alasca.

O Japão deve mobilizar dois destróieres da classe Aegis, capazes de abaterem mísseis, para o trecho de mar entre Coreia do Norte e Japão, segundo a imprensa japonesa. Os EUA também têm navios na região capazes de interceptar mísseis. A Coreia do Norte diz que a derrubada do seu foguete seria vista como um ato de guerra.


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