Coreia do Norte acusa EUA de tramar ataque com sul-coreanos

SEUL - O Ministério do Exterior da Coreia do Norte acusou os Estados Unidos na quarta-feira de preparar-se para uma guerra contra o Estado comunista. É a primeira crítica verbal lançada por Pyongyang contra a administração Obama.

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Um porta-voz do Ministério disse que exercícios militares conjuntos que estão sendo realizados por forças dos EUA e da Coreia do Sul são "exercícios de guerra nuclear que visam preparar um ataque preventivo contra a RDPC". A sigla representa o nome oficial da Coreia do Norte: República Democrática Popular da Coreia.

Os comentários foram feitos no momento em que Rússia e China - dois países entre os poucos aliados que restam à Coreia do Norte - também se disseram preocupadas com o aumento das tensões na península coreana.

"A nova administração dos Estados Unidos está trabalhando duro para infringir a soberania da RDPC por força de armas, em conluio com as forças belicosas fantoches sul-coreanas", disse um porta-voz do Ministério do Exterior, em declarações divulgadas pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

"Exposta à ameaça potencial dos EUA e suas forças aliadas, a RDPC tomará todas as medidas necessárias para proteger sua soberania", acrescentou o porta-voz.

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Norte-americano chega à Coreia do Sul para exercício militar

Norte-americano chega à Coreia do Sul para exercício militar

Desde que o conservador Lee Myung-bak assumiu a presidência da Coreia do Sul, Pyongyang praticamente rompeu relações com o país vizinho rico e nas últimas semanas vem intensificando sua retórica contra os Estados Unidos.

Situação tensa

O funcionário norte-coreano disse que as relações entre as duas Coreias atingiram sua pior fase e que a situação se tornou tão tensa que "uma guerra pode irromper a qualquer momento devido à política insensata de confronto" movida pela Coreia do Sul.

A Coreia do Norte vem adotando um discurso cada vez mais estridente, colocando suas forças armadas, que têm 1 milhão de soldados, em prontidão, como reação ao exercícios militares da Coreia do Sul, e planejando lançar um míssil de longo alcance.

O lançamento, segundo vários governos, constituiria uma transgressão às sanções das Nações Unidas. A mídia relatou na semana passada que Japão e Estados Unidos podem tentar interceptar qualquer míssil balístico que venha a ser lançado pela Coreia do Norte.

Pyongyang diz que o foguete faz parte de seu programa espacial pacífico e que qualquer tentativa de abater seu míssil será interpretada como ato de guerra.

Na segunda-feira a Coreia do Norte disse que colocou suas forças armadas em prontidão total de combate, em resposta ao início dos exercícios militares, que vêm sendo realizados há anos sem incidentes. Os exercícios terminam em 20 de março.

Na quarta-feira o porta-aviões americano USS John C. Stennis fez uma escala na cidade de Busan, na Coreia do Sul, para participar dos exercícios, enquanto um destroier de mísseis guiados, o USS Chafee, estava nas águas ao largo do lado leste da península.

O comandante do porta-aviões nuclear, almirante Mark A. Vance, disse que o exercício e a participação da frota não constituem de maneira alguma reação ao aumento das tensões que cercam os preparativos para o lançamento do míssil da Coreia do Norte.

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