Córdoba teme por segurança de refém que Farc soltarão

Bogotá - A senadora colombiana Piedad Córdoba disse nesta quinta-feira que teme pela segurança futura de Sigifredo López, o último dos seis reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) prometeram libertar e que deve ser solto hoje em algum lugar do sudoeste do país.

EFE |

A congressista opositora lembrou, em encontro com a imprensa em Cali, que López é o único sobrevivente do grupo de 12 ex-deputados que os rebeldes sequestraram em abril de 2002.

Segundo as Farc, 11 deles morreram em junho de 2007 nas mãos de um grupo armado não identificado que chegou ao acampamento rebelde onde estavam cativos.

A versão dos rebeldes é rejeitada pelo governo Álvaro Uribe, que atribuiu à guerrilha a responsabilidade pelo massacre. López só não morreu porque não se encontrava na mesma base das Farc.

As Farc incluíam os 12 deputados na relação de reféns a serem trocados por 500 insurgentes presos.

Córdoba disse que "seguramente Sigifredo vem com uma carga não somente emocional, mas também com uma carga muito dura frente à tarefa que terá que enfrentar".

"Muita gente vai querer saber coisas que ele vai ter infelizmente que responder, porque é a única testemunha", disse a senadora, que considera que o Estado terá de dar segurança especial ao ex-deputado e sua família.

López é um dos seis reféns que as Farc se dispuseram a libertar de maneira unilateral, em um processo que conta com missões humanitárias coordenadas pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e com o apoio logístico do Brasil.

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