Córdoba acredita que será difícil readquirir confiança das Farc

Bogotá, 8 abr (EFE).- A senadora colombiana Piedad Córdoba declarou hoje que será difícil readquirir a confiança das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após os acontecimentos recentes, como a morte de um dos líderes do grupo, Raúl Reyes.

EFE |

No ano passado, Córdoba participou das negociações para a libertação de reféns das Farc junto ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Em uma entrevista ao canal de televisão colombiano "Caracol Televisión", a congressista opositora disse que retomar as negociações com as Farc será "uma tarefa complexa".

A senadora fazia alusão à missão humanitária enviada pela França em uma tentativa de prestar assistência médica à ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada desde 2002 e que aparentemente está em grave estado de saúde.

As Farc chamaram hoje de "improcedente" a missão que chegou de Paris por não ter consultado antes a guerrilha.

"Penso que o Governo francês faz todo o necessário para conseguir a liberdade de Ingrid. Entretanto, se não houver conversas com as Farc, é impossível que exista a possibilidade de pensar em uma missão médica humanitária, não somente para ela, mas para os demais reféns", afirmou Córdoba.

No dia 1º de março deste ano, tropas colombianas atacaram um acampamento das Farc em território equatoriano e mataram "Raúl Reyes", cujo verdadeiro nome era Luis Edgar Devia, e mais 25 pessoas, o que gerou uma crise diplomática entre Colômbia e Equador.

A senadora assegurou que, até aquele momento, as conversas com as Farc já estavam dando resultados. "Os franceses vinham falando com 'Raúl'", disse ela.

Córdoba ressaltou que seria possível ter hoje "as coordenadas (para resgatar Ingrid Betancourt) em vez de um avião estacionado em Bogotá com uma missão médica à espera de atendê-la".

A congressista também considerou importante retomar as conversas que ela e Chávez mantinham com as Farc a pedido do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que a cancelou em novembro por considerar que a guerrilha queria "estar em evidência politicamente em vez de libertar os seqüestrados". EFE gta/bba/db

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