Coração inativo de jovem transplantada volta a funcionar

Uma jovem britânica, que havia recebido um transplante de coração por sofrer de uma grave cardiomiopatia, recuperou as funções de seu coração original, revela o jornal britânico The Lancet em sua edição de terça-feira.

AFP |

Reuters

Hannah em foto com os pais, após coletiva de imprensa nesta segunda

A jovem viveu com os dois corações durante dez anos, mas há três anos sofreu rejeição do órgão transplantado e quando parecia condenada, seu coração original se recuperou, de forma inexplicável, revela o jornal, que considera o caso de Hannah Clark algo inédito.

Em julho de 1995, aos dois anos, Hannah Clark sofria de uma forma grave de cardiomiopatia e recebeu o transplante de coração, mas os médicos deixaram o órgão original da criança no local, em repouso.

Anos depois, a jovem britânica desenvolveu câncer, como efeito colateral ao tratamento para evitar a rejeição, e após o fracasso de vários ciclos de quimioterapia, os médicos reduziram os medicamentos anti-rejeição.

Em 2005, os médicos constataram que o coração transplantado apresentava sinais de insuficiência, mas que o coração original voltara a funcionar, normalmente, o que permitiu retirar o órgão transplantado em 20 de fevereiro de 2006.

Três anos depois, Hannah, hoje com 16 anos, está completamente recuperada do câncer e seu coração funciona normalmente, revelou Sir Magdi Yacoub, professor do Imperial College de Londres.

Em entrevista coletiva, Sir Magdi Yacoub destacou nesta segunda-feira, em Londres, que a recuperação do coração que estava parado "não tem explicação".

"Um coração que não se contraía para nada quando instalamos um novo coração para fazer seu trabalho, hoje funciona normalmente".

"Não estaria aqui se não fosse tudo isto", disse Hannah, tímida e muito emocionada, após ser desenganada pelos médicos em certo momento.

Segundo Victor Tsang, consultor do hospital de crianças Great Ormond Street, o caso de Hannah será útil para o desenvolvimento de corações artificiais para crianças com cardiomiopatia.


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