Coquetel aumenta sobrevida em portadores de HIV de países ricos, diz estudo

Londres, 24 jul (EFE).- Os portadores do vírus HIV nos países desenvolvidos viram elevar em 13 anos sua expectativa de vida em relação a 1996, quando se começou a utilizar o tratamento anti-retroviral combinado (ART, em sua sigla em inglês), aponta um estudo publicado hoje na revista The Lancet.

EFE |

As melhorias na medicação utilizada para tratar a aids, conhecida como tratamento ART, geraram um aumento da expectativa de vida entre os períodos de 1996-1999 e 2003-2005, aponta a pesquisa.

A expectativa de vida para uma pessoa que começasse o tratamento com ART exatamente aos 20 anos aumentou de um total de 56,1 anos entre 1996 e 1999 para 69,4 anos entre 2003 e 2005, um aumento de mais de 13 anos, segundo o estudo.

Estes avanços médicos transformaram a aids "de uma doença fatal, o que era uma realidade para esses doentes antes de ser introduzido o tratamento combinado, para um transtorno crônico", afirmam os pesquisadores.

No entanto, o estudo, publicado pela Universidade de Bristol, alerta que a expectativa de vida das pessoas com aids continua sendo mais baixa do que a da população em geral, especialmente para os afetados que começassem o tratamento tarde.

Para realizar seu estudo, os especialistas compararam as expectativas de vida e variações de mortalidade em doentes tratados ao longo de vários anos com ART, o coquetel de remédios introduzido em 1996.

O professor Jonathan Sterne, da universidade britânica, e vários especialistas de outros países examinaram 14 estudos para analisar a evolução de 18.587, 13.914 e 10.584 pacientes que começaram seus tratamentos com ART nos períodos de 1996-1999, 2000-2002 e 2003-2005, respectivamente.

Um total de 2.056 pacientes morreu durante esses períodos, mas os índices de mortalidade variaram nesses anos. Caíram de 16,3 mortes ao ano por mil em 1996-1999 para 10 por mil no período de 2003-2005, uma queda de aproximadamente 40%.

A pesquisa estima que os doentes supostamente infectados através de seringas contaminadas tinham uma menor expectativa de vida, enquanto as mulheres viveriam ligeiramente mais que os homens, o que pode se justificar pelo fato de elas buscarem tratamento antes. EFE jm/bm/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG