Cooperação militar sul-americana pode reduzir custos com Defesa, diz Colômbia

SANTIAGO DO CHILE - A cooperação e produção conjunta de material de Defesa pode permitir aos países sul-americanos reduzir os custos da despesa militar, declarou nesta segunda-feira à Agência Efe o almirante David Moreno, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Militares da Colômbia.

Redação com EFE |

Moreno, que participa da reunião constitutiva do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), em Santiago do Chile, especificou, no entanto, que "cada país é soberano em manter despesas que se ajustem a suas políticas macroeconômicas".

Os 12 países que integram a União de Nações Sul-americanas decidiram em maio do ano passado criar um organismo para fortalecer o diálogo e o consenso em matéria de Defesa, além de promover a solução pacífica das controvérsias, entre outros princípios.

A crise desencadeada pela incursão de tropas colombianas no Equador para atacar um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em março de 2008 motivou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a propor em maio de 2008 a criação deste Conselho.

Sobre a deterioração que aquele incidente provocou na confiança mútua entre Colômbia e Equador, o chefe do Estado-Maior Conjunto assinalou que "o importante é que haja uma união permanente, na qual todos possam trabalhar pela paz".

O almirante Moreno destacou a elaboração de um diagnóstico da indústria da Defesa dos países sul-americanos, que permitirá identificar suas capacidades e as áreas de associação estratégica.

Esta iniciativa, que será comandada pelo Equador, tem como objetivo promover a complementaridade, a investigação e a transferência tecnológica na indústria da Defesa.

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Militares da Colômbia especificou que o novo organismo não é uma aliança militar clássica, como a Otan, mas um mecanismo "que permitirá aos ministros da Defesa manter um diálogo permanente".


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