Uma convocação para cabular aula feita por estudantes do ensino médio da Argentina através do Facebook, originada na província de Mendoza, estendeu-se para outros distritos e pode atingir o país inteiro, o que vem sendo motivo e preocupação entre as autoridades." /

Uma convocação para cabular aula feita por estudantes do ensino médio da Argentina através do Facebook, originada na província de Mendoza, estendeu-se para outros distritos e pode atingir o país inteiro, o que vem sendo motivo e preocupação entre as autoridades." /

Convocação para cabular aula estende-se por toda a Argentina

Uma convocação para cabular aula feita por estudantes do ensino médio da Argentina através do Facebook, originada na província de Mendoza, estendeu-se para outros distritos e pode atingir o país inteiro, o que vem sendo motivo e preocupação entre as autoridades.

AFP |

Uma convocação para cabular aula feita por estudantes do ensino médio da Argentina através do Facebook, originada na província de Mendoza, estendeu-se para outros distritos e pode atingir o país inteiro, o que vem sendo motivo e preocupação entre as autoridades.

Alunos de sete distritos combinaram na semana passada via rede social Facebook que não compareceriam às aulas, o que na Argentina é conhecido como "rateada", um movimento originado em Mendoza (oeste do país), onde 11.000 jovens aderiram ao chamado na quarta-feira passada.

O convite coletivo poderá causar uma "rateada nacional" em 28 de maio, para a qual agora se pede que os participantes levem alimentos não perecíveis para serem doados durante manifestações em praça pública convocadas para a data.

A convocação das "rateadas" ocorre algumas semanas depois de o governo de Cristina Kirchner ter lançado um programa para doar netbooks a 3 milhões de estudantes secundários da educação pública, que somam 3,5 milhões segundo dados oficiais.

O ministro da Educação argentino, Alberto Sileoni, afirmou na quinta-feira que é necessário considerar essas convocações "com atenção, mas sem drama", mas enfatizou que a escola "é um espaço de formação, com regras, obrigações e limites".

Sileoni admitiu que a atitude dos estudantes pode estar vinculada com o fato de o colégio "não conseguir contê-los, entediando-os" e afirmou que diante dessa situação foram criados "canais de participação, como os conselhos de convivência".

Sobre essa questão, o ministro afirmou a emissoras de rádio que "se pode ver o problema, mas a solução não é faltar às aulas".

O Conselho Federal de Educação, integrado pelos secretários provinciais do setor, vai reunir-se na próxima terça-feira para tentar unificar uma posição frente ao movimento que ganha adeptos entre estudantes de 13 a 17 anos.

As convocações para faltar às aulas são "um fato da realidade que não pode ser ignorado e é necessário que seja tratado nas escolas a partir de perspectivas diferentes", disse à AFP Guillermo Golzman, diretor nacional de Ensino Médio.

Entre elas, Golzman citou "instâncias coletivas de participação com objetivos educativos, a perspectiva de projetos entre instituições e o desenvolvimento de atividades de formação extracurriculares".

A polêmica incluiu a poderosa entidade estudantil Ctera, cuja titular, Stella Maldonado, disse que ante o convite generalizado de não comparecer às aulas, as escolas devem "afastar-se dos extremos, ou seja, da repressão ou da complacência".

"Autoridades, professores e pais devem se questionar sobre o que fazer para que a escola seja mais atraente e convidativa", disse Maldonado.

Os pais também publicaram no Facebook manifestações a favor e contra o chamado dos estudantes.

Patrícia, mãe de três adolescentes, demonstrou numa das mensagens, apoio a "rateada nacional" porque "isso é começar a pensar e a fazer as coisas que valem a pena; felicito-os e divulgo a mensagem de apoio a meus três filhos para 'a grande rateada nacional'".

ol/lm/lb

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