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Seul - As primeiras conversas militares em oito meses entre representantes das duas Coreias terminaram hoje sem progressos significativos, informou a agência sul-coreana Yonhap.

"O encontro acabou, mas se progrediu pouco", disse um oficial citado pela agência local de notícias, que assinalou que os representantes militares estiveram reunidos por menos de duas horas.

Este foi o primeiro contato de alto nível entre as duas Coreias desde que o conservador Lee Myung-bak chegou à Presidência da Coréia do Sul, em fevereiro.

Os representantes militares dos dois países tinham começado suas negociações hoje na zona fronteiriça de Panmunjom com uma hora de atraso e divergências sobre a possibilidade de abrir a reunião à imprensa.

A Coreia do Norte exigiu que os meios de comunicação tivessem total acesso às conversas. Mas a Coreia do Sul protestou e acusou seu vizinho de tentar transformar a reunião em propaganda do regime comunista, segundo a "Yonhap".

"Temos a impressão de que (Pyongyang) está mais interessado em anunciar o que tem a dizer do que em encontrar uma maneira de solucionar os problemas", disse o coronel Lee Sang-cheol, representante de Seul nas conversas.

Já o representante norte-coreano, o coronel Pak Rim-su, disse que a delegação sul-coreana "não estava preparada para resolver os problemas".

"As conversas com o Sul foram a propagação de panfletos de propaganda", disse Pak, citado pela "Yonhap".

As últimas conversas militares entre Pyongyang e Seul aconteceram 25 de janeiro.

O regime comunista tinha proposto na semana passada a realização desses contatos de alto nível, mas Seul lhe pediu que o atrasasse para depois de 1º de outubro, por essa data coincidir com o aniversário da fundação das Forças Armadas.