Conversa resolverá disputa por petróleo nas Malvinas, diz Brown

Por Peter Griffiths LONDRES (Reuters) - A Grã-Bretanha tomou medidas para proteger as Ilhas Malvinas (chamadas Falkland pelos britânicos), mas espera resolver uma disputa com a Argentina sobre a exploração de petróleo no Atlântico Sul por meio de conversas, disse o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, nesta quinta-feira.

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Quase 30 anos depois de os dois países travarem uma guerra pelo controle das ilhas governadas pela Grã-Bretanha, a Argentina está descontente que empresas britânicas estejam procurando petróleo e gás nas águas do entorno delas.

Brown afirmou que a lei internacional permite que empresas britânicas operem livremente na região. A Argentina disse que as operações violam sua soberania e anunciou esta semana que embarcações navegando dos portos do país para as ilhas precisariam de uma autorização.

"Está perfeitamente dentro de nossos direitos sermos capaz de fazer isso, acho que os argentinos na verdade entendem isso", disse Brown a uma rádio local. "Discussões sensatas prevalecerão nessa questão."

Questionado sobre uma reportagem de jornal, segundo a qual os chefes da Defesa em Londres enviaram navios de guerra adicionais à região, Brown acrescentou: "Fizemos todos os preparativos necessários para garantir que os ilhéus das Falkland sejam protegidos de forma apropriada."

Em 1982, a Grã-Bretanha enviou uma força naval e milhares de soldados para retomar as ilhas após a ocupação delas pelas forças argentinas. Cerca de 650 argentinos e 255 soldados britânicos morreram durante o conflito, que durou 10 semanas.

No começo do mês, a Argentina afirmou que se opõe fortemente à exploração energética na plataforma continental. "O que eles estão fazendo é ilegítimo... é uma violação à nossa soberania. Faremos tudo o que for necessário para defender e preservar nossos direitos", disse o ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana.

A disputa envolve o direito de perfurar nas águas que cercam as ilhas, que, acreditam os geólogos, contêm reservas de energia substanciais.

A Desire Petroleum, a companhia petrolífera britânica que deve começar as perfurações na região em breve, afirmou que a disputa não afetará seus planos. As ações da empresa caíram 13 por cento no mês passado.

O preço das ações de outras três companhias que exploram na região também caiu no mês passado: as da Falkland Oil & Gas em 10 por cento, da Borders & Southern em 6,3 por cento e da Rockhopper Exploration em 21,8 por cento.

A Grã-Bretanha mantém de forma permanente uma presença militar nas ilhas. No passado, já houve algumas discussões diplomáticas sobre questões como pesca e vôos das ilhas para o continente.

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