Convenção democrata está pautada por datas simbólicas

A convenção do Partido Democrata que se reúne entre 25 e 28 de agosto, em Denver, está pautada por datas simbólicas, entre as quais se destaca o profético discurso de Martin Luther King: Eu tenho um sonho.

AFP |

- 25 de agosto - Há cem anos, em 1908, Denver recebeu a 20ª Convenção, na qual foi eleito o candidato Williams Bryan, posteriormente derrotado pelo republicano William Taft.

- 26 de agosto - Aniversário da ratificação, em 1920, da 19ª emenda à Constituição americana que concedeu o direito de voto às mulheres.

Hillary Clinton, que ambicionava ser a primeira mulher a presidir os Estados Unidos, deve fazer um discurso nesse dia.

Esta data lembra também o 40° aniversário da Convenção Democrata de Chicago de 1968, marcada pela divisão dos democratas entre os que defendiam a retirada dos soldados americanos do Vietnã e os partidários da guerra. Foi palco de incidentes violentos que traumatizaram o partido durante muitos anos.

Na ocasião, o país inteiro foi testemunha de cenas de tumulto. O então vice-presidente, Hubert Humphrey (partidário da guerra), obteve a vitória sem ter participado nas primárias, com mais de mil votos a mais que Eugene McCarthy (contrário à guerra). Mas, nessa ocasião, o republicano Richard Nixon foi quem ganhou as chaves da Casa Branca. A Convenção de 1968 marcou uma viarada para o Partido Democrata, que modificou seu método de seleção de delegados para evitar incidentes no futuro.

- 27 de agosto - Aniversário do nascimento de Lyndon Johnson - que faria cem anos na quarta-feira --, dos sete presidentes democratas do século XX, e quem impulsionou em 1964 a lei dos direitos civis, que tornou ilegal a discriminação racial.

Nesse dia, farão uso da palavra o candidato escolhido para vice, Joseph Biden, e o último presidente democrata dos Estados Unidos: Bill Clinton.

- 28 de agosto - É o 45º aniversário da marcha dos direitos civis em Washington do célebre discurso de Martin Luther King: "Eu tenho um sonho". Em 28 de agosto de 1963, milhares de americanos, negros em sua maioria, participaram numa marcha em Washington para demandar o reconhecimento de seus direitos civis.

Um dos líderes do movimento, o pastor Martin Luther King, pronunciou um discurso de tom profético: "Os Estados Unidos não terão repouso nem tranqüilidade enquanto os negros não desfrutarem plenamente de seus direitos civis. Eu tenho um sonho, no qual meus quatro filhos vivem num país no qual serão julgados não pela cor de sua pele, e sim por seu caráter", afirmou Martin Luther King.

E, exatamente 45 anos mais tarde, Barack Obama, que pode ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, deve pronunciar um discurso no qual aceita a candidatura democrata à Casa Branca.

aje/cn

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