Controle de passageiros é intensificado em desembarque nos EUA

NOVA YORK (Reuters) - Os passageiros que chegam de avião nesta terça-feira aos Estados Unidos dizem enfrentar repetidas verificações nos passaportes, além da proibição de usar cobertores ou deixar suas poltronas na última hora de voo, mas alguns afirmam que se sentem mais seguros assim. As medidas cumprem ordens do governo Obama, depois de um nigeriano ser preso num voo Amsterdã-Detroit, no dia de Natal, sob a acusação de tentar acionar explosivos.

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"Meu passaporte foi checado mais de seis ou sete vezes", disse o estudante saudita Yaser Alhussain, que chegou ao Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, em um voo da Saudi Arabian Airlines procedente de Jidá.

Mas Alhussain não teve de passar por um scanner corporal no embarque, conforme previa.

Outros passageiros do voo disseram ter passado por dois controles antes do embarque, e que não puderam ficar em pé, deixar as poltronas, usar cobertores ou dispositivos eletrônicos nem ter acesso ao compartimento de bagagem de mão na hora anterior ao pouso.

Os passaportes dessas pessoas também foram verificados antes que elas pudessem desembarcar em Nova York.

"A segurança estava mais rígida", disse o empresário Sahir Mattar, que contou ter tido a bagagem de mão revistada duas vezes antes da partida. Mattar disse que as medidas anunciadas na segunda-feira pela Administração de Segurança dos Transportes dos EUA (TSA) o fizeram sentir mais seguro.

Todos os passageiros provenientes de Cuba, Irã, Sudão e Síria --países considerados pelos EUA como "patrocinadores do terrorismo"--, além de Afeganistão, Arábia Saudita, Argélia, Iraque, Líbano, Líbia, Nigéria, Paquistão, Somália e Iêmen, serão submetidos a revistas reforçadas, segundo a TSA.

As novas medidas geraram críticas de entidades de defesa dos direitos civis, que veem na maior rigidez dispensada a viajantes de países predominantemente islâmicos uma forma de discriminação oficial.

Norah Abokhodair, estudante saudita a bordo do voo que chegou a Nova York, disse não ver nos procedimentos uma discriminação contra os muçulmanos, mas sim contra países específicos. "Mas isso reforça os estereótipos (negativos) a respeito deles", afirmou.

(Reportagem de Basil Katz)

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