Controlador é afastado por choque de avião com helicóptero em N.York

Nova York, 14 ago (EFE).- O controlador aéreo que autorizou, no sábado, a decolagem do avião que se chocou com um helicóptero sobre o rio Hudson, em Nova York, foi afastado do cargo junto a seu supervisor pela conduta inaceitável no momento da colisão, na qual morreram nove pessoas, informou hoje a imprensa local.

EFE |

A Administração Federal da Aviação (FAA, na sigla em inglês) tomou esta decisão após descobrir que o controlador estava falando por telefone com a namorada no momento da colisão, e que seu superior imediato sequer estava no edifício, revelou hoje a imprensa local.

"Embora não haja razão para crer que as ações contribuíram para que acontecesse o acidente, este tipo de conduta é inaceitável, portanto suspendemos de suas funções ambos os funcionários, e iniciamos um processo disciplinar", explicou a FAA em comunicado divulgado na quinta-feira.

O organismo não identificou os controladores afastados, mas o jornal "Daily News" informou hoje que o primeiro deles esteve em contato por rádio com o pequeno avião que saiu do aeroporto de Teterboro, em Nova Jersey, enquanto falava em outra linha com a namorada.

O controlador deu ao piloto a frequência de rádio certa para o aeroporto de Newark, também em Nova Jersey e muito próximo a Nova York, e deixou o pequeno avião nas mãos dos responsáveis desse aeroporto, como manda o protocolo.

Os investigadores não sabem por que o piloto nunca chegou a ligar para o aeroporto de Newark, algo que poderia ter feito antes do acidente.

Os três passageiros que estavam nesse pequeno avião, assim como os cinco turistas italianos e o piloto do helicóptero morreram depois que os dois aparelhos se chocaram em pleno voo e caíram sobre as águas do rio Hudson.

Da mesma forma que a FAA, a Junta Nacional de Segurança no Transporte descarta que as atuações do controlador e de seu superior possam ter favorecido o acidente, mas acredita que eles agiram de maneira inaceitável.

Os dois funcionários permanecerão afastados dos cargos até que termine a investigação disciplinar aberta.

A Associação Nacional de Controladores Aéreos, o sindicato que agrupa este setor nos Estados Unidos, informou em nota que o caso deve ser "investigado cuidadosamente antes de ser julgado o comportamento de qualquer controlador aéreo". EFE mgl/db

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