Contrastes de volume e muita cor marcam semana de moda do Rio

Jacinta Rivera Trobo Rio de Janeiro, 13 jun (EFE).- O espírito carioca, fiel à praia, à música e ao esporte, mais uma vez deu o tom da semana de moda da cidade, que, nos últimos sete dias, trouxe coleções inspiradas na natureza, com direito a muitos vestidos.

EFE |

A 13ª edição do Fashion Rio esteve marcada pelas ausências da grife Colcci e de sua principal modelo, a internacional Gisele Bündchen. No entanto, isso não prejudicou o evento, que "não foi criado para ter Gisele", disse Eloysa Simão, que organiza a semana de moda desde sua primeira edição, em 1992.

Além disso, a Fashion Business, a feira de moda que acontece paralelamente aos desfiles, movimentou mais de R$ 470 milhões, número que, segundo Eloysa, torna "inquestionável" a importância deste setor, o da confecção com estilo, no desenvolvimento do país.

Eclética e chamativa, esta edição do Fashion Rio, que mostrou as tendências para a temporada Primavera-Verão 2008-2009, se destacou pela oposição de peças volumosas e coladas, e também pela variada cartela de cores, com muitos tons pastéis, fúcsias, vermelhos e laranjas.

Os desfiles deste ano, cujo lema foi "Repensar, renovar, reciclar", tentaram colocar a moda e a preservação ambiental de mãos dadas, em um convite à reflexão sobre a reciclagem e à busca de novas fontes de inspiração.

Um lago de 3.000 litros de água, arbustos, lâmpadas fluorescentes vermelhas em formato de barras e grandes caixas foram alguns dos cenários mais espetaculares desta edição, os quais, muitas vezes, chamaram tanta atenção quanto às roupas.

A inspiração dos estilistas também foi diversificada. Victor Dzenk levou às passarelas a estética barroca na forma de vestidos vaporosos. A Redley, por sua vez, explorou a alta tecnologia em um desfile de corte futurista.

Engajada, a Apoena criou uma coleção cheia de estampas de borboletas, flores e cores psicodélicas, costurada por mulheres pobres de favelas de Brasília.

Entre os novos estilistas, o destaque foi Thais Losso, que, com peças coloridas, sensuais e alegres, conseguiu destacar a "latinidade brasileira", refletindo sobre "o que é lindo", sobre "o que não" é e sobre "quem determina esses critérios".

Sobre a passarela, também foram vistas performances como a de Rita Wainer, que, com uma apresentação conceitual e de longa duração, tentou "libertar o espectador das amarras do tempo", para que cada um assistisse à sua coleção no momento que considerasse mais oportuno.

No desfile que fez, os bordados, os volumes exagerados e os tecidos importados da Costa do Marfim, na África, foram os elementos que mais atraíram os olhares da platéia.

Por sua vez, as Filhas de Gaia brilharam pelo contraste entre as clássicas rosas e as flores exóticas geneticamente modificadas que tomaram sua coleção, com o qual tentaram imprimir um toque transgressor e vanguardista às peças.

Já a K2K inovou apresentando uma linha de roupas recicláveis, com um material de textura muito similar ao papel como base.

Com um orçamento de R$ 8 milhões, a semana de moda do Rio mostrou mais de 50 coleções de estilistas de diversos lugares do Brasil. EFE jrt/sc

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