Contraprova com brotos mostra origem da E. coli no noroeste da Alemanha

Segundo Ministério da Agricultura, cepa de bactéria provém de fazenda de produtos orgânicos em Uelzen, na Baixa Saxônia

EFE |

As contraprovas realizadas com brotos procedentes de uma fazenda do noroeste da Alemanha confirmaram que são a origem da agressiva variante O104 da bactéria E. coli que causou mais de 30 mortes no país e uma na Suécia.

AP
Fazenda no distrito de Ulzen, no norte da Alemanha, é considerada a provável origem da bactéria que já matou mais de 20 na Europa (6/6)
Um porta-voz do Ministério de Agricultura e Defesa do Consumidor alemão anunciou neste sábado que o Instituto Federal de Avaliação de Riscos determinou que essa perigosa cepa da bactéria se encontrava em focos procedentes de uma empresa da Baixa Saxônia.

Trata-se de uma fazenda de produtos orgânicos da localidade de Bienenbüttel, no distrito de Uelzen, na qual vários funcionários contraíram a doença há várias semanas, e inclusive, inúmeros clientes de restaurantes e supermercados que foram abastecidos com esses alimentos contaminados.

O porta-voz ministerial assinalou que as contraprovas do Instituto Federal de Avaliação de Riscos confirmam os primeiros testes realizados pelas autoridades sanitárias do estado federado da Renânia do Norte-Westfália, que nesta sexta-feira localizaram o foco infeccioso.

"Os resultados dos laboratórios são essenciais para determinar se os brotos são a fonte fundamental das infecções de 'E. coli' nas últimas semanas", informou o governo. Os brotos que deram positivo foram encontrados na região de Bonn, ao oeste do país, no lixo de uma família na qual dois membros adoeceram após ingerir a verdura.

Desde que, no início de maio, foram registrados os primeiros casos, a infecção afetou na Alemanha mais de 2,8 mil pessoas, sendo que 32 morreram e mais de 700 sofreram a perigosa síndrome hemolítico-urêmica (SHU) que pode causar deficiências renais e cerebrais irreparáveis.

Ameaça

As autoridades sanitárias alemãs advertiram neste sábado também que a ameaça da variante letal da bactéria E. coli persiste apesar de ter localizado o foco da infecção na fazenda da Baixa Saxônia.

Embora as suspeitas do Instituto Robert Koch sobre a origem do agente patogênico tenham sido confirmadas, "o risco de infecção por contato físico continua", afirmou um porta-voz do Ministério de Assuntos Sociais do estado federado de Hesse. Ele acrescentou ainda que a falta de higiene na cadeia alimentar pode levar a novos surtos da perigosa variante O104 da bactéria.

Na sexta-feira, autoridades sanitárias alemãs suspenderam o alerta sobre pepinos, alfaces e tomates crus, mas mantiveram a recomendação de não consumir brotos com origem de surto da grave infecção. As suspeitas sobre tomates, pepinos e alfaces desapareceram após especialistas do Instituto Robert Koch informarem que o foco da infecção são os brotos de uma fazenda orgânica da Baixa Saxônia. "Os cidadãos podem voltar a comer sem medo pepinos, tomates e alfaces a partir de agora, mas sempre seguindo as devidas medidas de higiene", destacou a ministra de Agricultura, Ilse Aigner, após o anúncio dos especialistas.

Desde o dia 25 de maio, quando o Instituto Robert Koch recomendou não comer essas verduras cruas, essas hortaliças haviam ficado praticamente banidas de muitos supermercados do norte do país.

Um dia após o alerta geral, as autoridades de Hamburgo - epicentro das infecções - responsabilizaram os pepinos espanhóis, após detectarem um carregamento supostamente infectado por uma perigosa e desconhecida cepa da bactéria.

O alarme sobre os produtos espanhóis se deu dias depois, mas persistiu a recomendação para não se consumir pepinos, alfaces ou tomates crus seja qual for sua procedência. O alerta acarretou prejuízos multimilionários para o setor agrícola espanhol e alemão, inclusive, para o resto da Europa.

    Leia tudo sobre: alemanhaespanhapepinoe. colibrotos de feijão

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG