Entenda a crise diplomática entre Equador e Colômbia" / Entenda a crise diplomática entre Equador e Colômbia" /

Contradições atrapalham retomada de relações entre Colômbia e Equador

BOGOTÁ - As contradições entre Colômbia e Equador atrapalham as conversas para o restabelecimento de suas relações diplomáticas, após o prazo de 48 horas dado por Quito a Bogotá para que comprove suas denúncias sobre a presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/03/13/entenda_a_crise_diplomatica_entre_equador_e_colombia_1227715.htmlEntenda a crise diplomática entre Equador e Colômbia

EFE |

A Colômbia acusou no domingo o governo do presidente equatoriano, Rafael Correa, de ter impedido militares de seu país de atuarem contra as Farc em território equatoriano.

Desta forma, Bogotá rejeitou as declarações que Correa fez no México, enquanto que Quito pediu via comunicado as provas de tal impedimento aos militares equatorianos e cópias dos arquivos dos computadores do número dois das Farc, "Raúl Reyes", e disse que isso tudo deveria chegar em um "prazo de 48 horas".

No entanto, o Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, respondeu em um segundo comunicado, também no domingo, que a "grande prova" de que Correa impediu seus militares de atuarem contra as Farc "foi a notória presença de Reyes" no Equador.

O ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce, declarou hoje à imprensa colombiana que "continua sendo comprovado que aquela afirmação é uma falácia, porque a resposta dada pelo Governo colombiano ao ultimato do Equador não é satisfatória".

Ponce afirmou que o "Governo de Uribe tenta relacionar o Governo do Equador com as Farc", disse que essa "é uma falsidade que o Governo colombiano ainda não conseguiu sustentar" e pediu à Colômbia o envio do conteúdo dos computadores de Raúl Reyes.

O rebelde, cujo verdadeiro nome era Luis Edgar Devia, morreu juntou com outras 25 pessoas em 1º de março durante uma incursão de tropas colombianas a um acampamento das Farc em território equatoriano.

As tropas colombianas apreenderam pelo menos três computadores no acampamento.

No dia 3 de março, Correa anunciou a ruptura das relações diplomáticas com a Colômbia. Em solidariedade ao chefe de Estado equatoriano, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, retirou o pessoal diplomático de seu país em Bogotá e enviou tropas à fronteira comum.

Em seguida, a Nicarágua se uniu à crise. O país mantém um litígio com a Colômbia pela delimitação de áreas marinhas e submarinas no Mar do Caribe.

No dia 7 de março, durante a cúpula de presidentes e chefes de Governo do Grupo do Rio, em Santo Domingo, e a pedido do presidente anfitrião, Leonel Fernández, Venezuela e Nicarágua aparentemente resolveram suas diferenças com a Colômbia.

Entretanto, o Equador ainda aguarda os resultados de uma recente visita de uma comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que procura justamente restabelecer as relações entre Quito e Bogotá de forma plena.

Essa missão foi enviada por decisão tomada na reunião de ministros das Relações Exteriores dos países da OEA e iniciou seus trabalhos no último dia 7 em Quito, onde permaneceu por dois dias, e depois seguiu para Bogotá.

Em sua visita ao México na semana passada, Correa chamou de "palhaçada" as advertências da Colômbia ao Equador sobre a presença de Raúl Reyes e de vários acampamentos das Farc no país.

O procurador-geral da Colômbia, Mario Iguarán, revelou hoje na cidade colombiana de Cartagena que investigadores do país estão no Equador para descobrir detalhes do ataque ao acampamento da guerrilha.

Segundo Iguarán, os investigadores viajaram para dar continuidade à resolução do caso e baseados no princípio da "proteção do interesse nacional".

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