Contrabandistas bloqueiam fronteira com Venezuela e pedem reunião com Uribe

BOGOTÁ - Um grupo de comerciantes de gasolina colombianos bloqueou por algumas horas uma ponte que liga a Colômbia à Venezuela. Eles exigiram uma reunião sobre o fornecimento do produto com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, que nesta segunda-feira visita a cidade de Cúcuta, no limite entre os dois países.

EFE |

AP

Manifestantes bloqueiam ponte em Ureña, na fronteira entre Colômbia e Venezuela

Os "pimpineros", como são chamados os colombianos que compram gasolina na Venezuela para vender em seu país, reclamam que não foram convidados à reunião de Uribe com autoridades e representantes sindicais da região. O encontro serviria para analisar como o desenvolvimento da região da fronteira seria estimulado, em meio à atual crise bilateral.

Devido ao bloqueio, veículos e pessoas não puderam transitar durante a manhã pela ponte sobre o rio Táchira que liga a cidade colombiana de Cúcuta com o município venezuelano de Ureña.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, decidiu recentemente congelar as relações com o país, por causa do acordo entre a Colômbia e os EUA. O governo colombiano vem enfrentando críticas por autorizar o uso de sete de suas bases militares por forças americanas e das acusações sobre um suposto desvio de armas venezuelanas às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Uribe expressou na sexta-feira passada sua disposição a recompor as relações com a Venezuela, mas Chávez respondeu no domingo que isso já é "impossível".

O presidente venezuelano anunciou sua decisão de suspender um convênio energético pelo qual os departamentos colombianos de Norte de Santander e de Guajira, fronteiriços com a Venezuela, recebem 4,5 milhões de galões de gasolina subsidiada por mês.

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