Contaminação faz crianças do Peru nascerem com alto nível de chumbo no sangue

Lima, 8 jun (EFE).- As operações mineradoras em La Oroya, uma das cidades mais contaminadas da América do Sul, são as responsáveis pelos altos níveis de chumbo existentes no sangue de grande parte dos recém-nascidos desta localidade peruana, afirmaram hoje especialistas.

EFE |

O médico pesquisador do Movimento pela Saúde de La Oroya (Mosao) Hugo Villa declarou à agência oficial "Andina" que as crianças deste povoado nascem com índices de chumbo acima dos seis microgramas por decilitro de sangue, apesar de estes níveis não devessem exceder os cinco microgramas em uma pessoa adulta.

Como conseqüência, 97% das crianças sofrem deficiências físicas ou mentais relacionadas à contaminação do ar, entre elas, más-formações e cegueira.

Villa afirmou que existe "falta de compromisso" da empresa que opera na região para executar os projetos destinados a atenuar os efeitos causados pela exploração mineradora no meio ambiente e na saúde das pessoas.

Apesar da exploração mineradora em La Oroya ter começado em 1922, a contaminação atingiu níveis mais altos desde 1997 quando entrou em operação a empresa americana Doe Run, com uma emissão diária de uma tonelada de dióxido de enxofre, chumbo e arsênico, segundo o Mosao.

O pesquisador explicou que apesar de entre os compromissos da empresa constar a redução das emissões poluentes, foram adiados os projetos para eliminar as emissões tóxicas, como a construção de uma fábrica de ácido sulfúrico, que ajudaria a reduzir significativamente a concentração de gases. EFE amr/bm/fal

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