Contaminação da heparina importada da China teria sido intencional

A contaminação do anticoagulante heparina produzido na China, que causou pelo menos 81 mortes nos Estados Unidos, foi intencional, declarou hoje no Congresso Robert Parkinson, presidente do grupo farmacêutico americano Baxter International.

AFP |

"Estamos muito preocupados com o fato de nosso produto ter sido objeto de uma alteração intencional", disse Parkinson, durante uma intervenção na subcomissão de Energia e Comércio da Câmara de Representantes.

"Lamentamos profundamente o que aconteceu e nos sentimos pessoalmente responsáveis", acrescentou.

A FDA, agência americana de controle de medicamentos, começou a receber informações sobre reações alérgicas à heparina comercializada por Baxter em novembro de 2007. Até o momento são atribuídas pelo menos 81 mortes a esta heparina alterada desde janeiro de 2007. No total, foram denunciados 785 casos de reações alérgicas severas ao medicamento.

Baxter retirou no dia 28 de fevereiro toda sua heparina do mercado americano; na Alemanha e na França foram ordenadas retiradas similares de heparina produzida por outros laboratórios.

A heparina se apresenta como injeções e é utilizada em cirurgias, para evitar hemorragias.

A substância contaminante foi logo identificada, sulfato de condroitina sobre-sulfato (SCS), uma substância artificial obtida por modificação química.

Os ingredientes ativos da heparina eram produzidos pelo laboratório Scientific Protein Laboratories (SPL), um fornecedor da Baxter, em sua fábrica em Changzhou na China.

Desde que os remédios foram recolhidos, a FDA não registrou nenhum novo caso de reação alérgica.

A China é o maior fornecedor mundial de heparina, uma substância obtida a partir de intestinos dos porcos.

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