Contagem regressiva para arriscada missão chinesa de caminhada espacial

A missão Shenzhou VII, durante a qual um astronauta chinês fará pela primeira vez uma caminhada espacial, decola nesta quinta-feira do deserto de Gansu, em uma arriscada aposta que coloca em jogo o prestígio do programa espacial da China e seu avanço para metas mais ambiciosas.

AFP |

O foguete Longa Marcha, com a cápsula Shenzhou VII ("nave divina") e três tripulantes, Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng, todos pilotos da força aérea, decolará da base de Jiuquan, noroeste da China, entre as 21H07 e as 22H27 locais (10H07 e 11H27 de Brasília).

Zhai Zhigang, um coronel da Força Aérea de 42 anos, natural de uma família pobre do nordeste do país, deve realizar, durante a missão de 68 horas, uma caminhada espacial de 40 minutos, transmitida por um satélite. Com isto, ele se transformará em herói nacional.

A saída da nave, a uma altitude de 373 km da Terra, deve acontecer na sexta-feira ou mais provavelmente no sábado, segundo a imprensa oficial.

A missão Shenzhou VII aproximará o programa espacial chinês da meta de construir um pequeno laboratório orbital e posteriormente uma estação. Com uma ambição posterior: levar um chinês à Lua.

A experiência de Zhai no deslocamento e manejo de ferramentas no espaço será fundamental para o avanço rumo aos objetivos.

"Temos confiança, determinação e contamos com a capacidade necessária para executar a primeira caminhada espacial de um chinês", declarou o astronauta.

Este será o terceiro vôo tripulado chinês. A China se converteu em 2003, com a missão Shenzhou V, no primeiro país a ter colocado em órbita vôos tripulados depois da União Soviética e Estados Unidos.

A Shenzhou VI, realizada dois anos depois, levou dois astronautas ao espaço.

sai-frb/fp

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