FREETOWN (Reuters) - A contagem dos mortos por um naufrágio em Serra Leoa pode subir além das 80 vítimas confirmadas anteriormente uma vez que muitos passageiros do barco ainda encontram-se desaparecidos, afirmou um autoridade marítima nesta quinta-feira. O barco, que a princípio se pensava levar 150 pessoas, a maioria crianças retornando das férias escolares, foi pego por uma forte tempestade perto da capital Freetown, na terça-feira.

Mas a autoridade portuária no subúrbio de Tombo afirmou nesta quinta-feira que havia mais passageiros a bordo do que previamente estimado.

"As evidências que recebi indicam que havia cerca de 200 passageiros", disse Samuel Bangura.

"Encontramos um total de 12 corpos. O número de resgatados subiu para 40. O restante continua desaparecido".

Não houve ainda explicação oficial para o acidente, o pior desde que um barco cheio de refugiados, fugindo da guerra que terminou em 2002 em Serra Leoa, afundou. Mas a superlotação e a falta de medidas de segurança são comumente apontadas como causas principais.

Centenas de familiares correram de Waterloo, ponto de partida do barco a 12 quilômetros de Freetown, até Tombo a procura de sobreviventes.

"Eu vi meu filho somente dois meses atrás quando ele deixou Tombo em um barco para as férias. Ontem recebi de sua mãe a notícia chocante sobre a sua morte", disse à Reuters Ali Toure, pai de John Turay, de 11 anos, à Reuters.

A maior parte dos barcos de pesca e de passageiros que costumam lotar as águas de Serra Leoa permaneceram atracados devido às más condições do tempo.

(Reportagem de Christo Johnson)

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