Contagem de mortos na Guiné salta para 157, diz ONG

CONACRI - A contagem de mortos em decorrência de uma operação das forças de segurança da Guiné contra opositores à junta militar subiu para 157, afirmou um grupo local de direitos humanos nesta terça-feira, citando fontes no hospital da capital.

Redação com agências internacionais |

Thierno Maadjou Sow, presidente da Organização para Direitos Humanos da Guiné, afirmou que o número tem como base dados oferecidos por hospitais em Conacri e que não inclui corpos ainda não entregues.


Oficiais do Exército prendem manifestante em Conacri / AFP

Ele estimou que cerca de 1.250 pessoas foram feridas pela onda de violência na segunda-feira.

Forças de segurança do país na costa oeste da África abriram fogo contra dezenas de milhares de manifestantes que protestavam contra a possibilidade do chefe militar capitão Moussa Dadis Camara se manter nas eleições do ano que vem.

"Além disso, militares foram vistos recolhendo cadáveres nas ruas para levá-los ao campo Alpha Yaya Diallo, sede da junta, provavelmente para evitar uma contagem precisa do número de mortos que mostraria o tamanho da matança", denunciou em um comunicado o partido de oposição União de Forças Republicanas (UFR) - cujo presidente, que participava do protesto, ficou ferido na cabeça.

"Os crimes do Exército guineano, porém, não acabam aí: várias mulheres foram estupradas pela guarda de Dadis Camara (líder da junta) perto do estádio onde a multidão havia se reunido", acrescenta o comunicado.

"Segundo fontes no local, as autoridades criaram uma armadilha para o povo reunido: o Exército aguardou que o estádio ficasse cheio para entrar e disparar contra a multidão", afirma o partido de oposição.

* Com Reuters e AFP

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