Consumidores de cocaína tem córtex cerebral menor, diz estudo

Redação Central, 8 out (EFE).- Uma equipe de cientistas do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, descobriu que o córtex cerebral dos viciados em cocaína é menor do que a de pessoas que não usam esta droga, segundo estudo publicado hoje na revista Neuron.

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As causas desta e de outras alterações, dizem os cientistas, poderiam residir em parte no abuso da substância, mas também seriam o resultado de uma predisposição genética.

Comparando as imagens de ressonância magnética de cérebros de viciados e não-viciados, os pesquisadores detectaram que a diminuição ocorre nas regiões do córtex.

Segundo o doutor Hans Breiter, a droga toma decisões por critério e modo diferentes, mas ainda falta entender como as alterações de comportamento se relacionam com as mudanças na estrutura do cérebro.

Os testes psicológicos a que tanto viciados e não-viciados foram submetidos mostraram que os primeiros tinham uma menor capacidade de motivação e concentração, e que essas mudanças na conduta tinham a ver com a espessura das regiões do córtex.

Só no caso de uma região concreta do córtex que intervém na motivação, os pesquisadores perceberam que a redução na espessura estava associada aos anos de consumo de cocaína, mas não de álcool ou nicotina.

Segundo os cientistas, outras diferenças entre os cérebros poderiam ter uma base genética, como, por exemplo, na simetria de uma parte da crosta frontal entre os dois lados do cérebro, os hemisférios direito e esquerdo.

Breiter explicou que em humanos e animais esta relação é importante em muitos comportamentos, e quando se altera, a causa pode estar nos genes. EFE amc/rb/plc

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