Consulta médica entrega homem que forjou a própria morte para receber seguro

LONDRES - Depois de morto Ahmad Akhtary não deveria precisar de uma consulta médica.

AP |

O checkup de Akhtary, seis meses depois dele supostamente ter morrido no Afeganistão, atrapalhou a tentativa de sua mulher de arrecadar US$550 mil da apólice do seguro de vida dele.

Numa audiência em Gloucester na semana passada, um juiz condenou Akhtary, 34, a 60 horas de serviço comunitário e sua ex-mulher, Anne Akhtary, a 40 horas, mas suspendeu a sentença de nove meses na prisão para ambos.

Anne Akhtary, 43, admitiu ter tentado receber o seguro de vida da companhia Norwich Union usando um atestado de óbito falso do Afeganistão dizendo que seu marido morreu de trauma cerebral num acidente.

No entanto, em poucas semanas os investigadores da Norwich Union descobriram a consulta médica.

"Eles descobriram que o médico familiar de Akhtary havia recebido o homem em seu consultório e que ele tinha estado no hospital, lógico não se tratava da forma mais sofisticada de se falsificar uma morte", disse o promotor James Cranfield.

Akhtary continuava a viver normalmente em Gloucester depois de sua suposta morte, trabalhando e pagando impostos, disse Cranfield.

O advogado de Akhtary, Philip Warren, disse que ela tentou abandonar o plano depois que o certificado se perdeu no correio. No entanto, o marido conseguiu um segundo atestado falso.

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