Cônsul espanhol em São Paulo é destituído após vazar prisão de político local

Madri, 18 dez (EFE).- O ministro espanhol de Relações Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, explicou hoje que a destituição do cônsul da Espanha em São Paulo se deveu ao vazamento de um documento confidencial relacionado à detenção do diretor do opositor Partido Popular (PP), por desacato, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, há oito dias.

EFE |

Moratinos informou que o cônsul, Fernando Martínez Westerhausen reconheceu ter vazado o relatório sobre a prisão de Prada.

O diplomata assistiu o político no dia 10 deste mês, quando ele foi detido no aeroporto por tentar introduzir em sua bagagem de mão dois frascos de colônia recusando-se a passá-los pelo detector de metais.

O relatório vazado à imprensa relaciona a detenção de Prada aos recorrentes problemas de rejeição no aeroporto de Barajas, em Madri, de brasileiros que não cumpriam os requisitos de entrada na UE, especialmente no primeiro trimestre deste ano.

Moratinos, no entanto, negou hoje esta relação.

Martínez Westerhausen já fora embaixador na Mauritânia e na Bolívia, além de subdiretor-geral de Cooperação Técnica e Científica do Ministério.

A destituição foi aprovada por unanimidade pela Junta de Carreira Diplomática, afirmou o ministro espanhol.

"Se não tivesse vazado o documento, seguiria com sua função em São Paulo", acrescentou.

Segundo Moratinos, os mecanismos que se acordaram para resolver a crise entre Espanha e Brasil pelas expulsões na fronteira "estão funcionando muito bem" e existe um "bom conduto de diálogo" com as autoridades brasileiras.

O chefe da diplomacia espanhola aproveitou este caso para anunciar a decisão de seu departamento de iniciar uma reforma do método de custódia e gestão de documentos confidenciais a fim de encerrar os vazamentos. EFE cpg/jp

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