Cônsul chileno na Venezuela diz que sua filha foi morta por policiais

Autoridades prenderam 12 funcionários de organização policial, supostamente envolvidos na morte de Karen Berendique

iG São Paulo |

EFE
Foto sem data mostra Karen Berendique, filha do cônsul do Chile em Maracaibo, Fernando Berendique
A filha do cônsul do Chile na cidade venezuelana de Maracaibo Karen Berendique, 19 anos, morreu após suposto tiroteio por parte de funcionários do Corpo de Pesquisas Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC), segundo disse seu pai, Fernando Berendique Benavente, neste sábado.

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O cônsul afirmou à edição online do jornal Panorama que sua filha foi morta por policiais quando ia ao encontro de seus amigos do colégio, perto de sua residência em Maracaibo, capital do estado de Zulia.
De acordo com Berendique, na madrugada de sábado sua filha estava com o irmão Fernando em um automóvel quando funcionários do CICPC pediram que parassem o veículo. "Ele (Fernando) ficou nervoso porque era de noite e os sujeitos armados não acenderam as luzes policiais. Ele retrocedeu e foi aí que deram o primeiro disparo no para-brisas da caminhonete", acrescentou o cônsul.

Segundo relatou Berendique, depois desse primeiro disparo, seu filho acelerou o veículo e "nesse instante deram cinco tiros a mais na parte de trás da caminhonete". "Quando viu que a irmã estava inconsciente e ferida, ele se deteve.

Então os funcionários se identificaram e disseram que dispararam porque o carro não parou. Ajudaram Karen e a levaram a um hospital" sem que pudessem fazer nada para salvar sua vida, narrou o cônsul.

As autoridades prenderam 12 funcionários do CICPC, supostamente envolvidos na morte de Karen. "Foram colocados às ordens da Procuradoria 12 funcionários que se encontravam no local e no momento são praticadas as avaliações de rotina", disse o diretor do CICPC, José Humberto Ramírez, em declarações ao canal estatal VTV.

Com EFE

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