Constituição de Evo Morales tem vitória praticamente certa

LA PAZ - Com 99,6% da apuração concluída, a aprovação da nova Constituição na Bolívia está praticamente garantida, já que 61,49% dos votos são favoráveis, dando ampla maioria à sua adoção, contra 38,51% contrários, segundo dados publicados nesta quinta-feira pela Corte Nacional Eleitoral (CNE).

Redação com agências internacionais |

Com a apuração oficial quase terminada, os votos a favor da nova Carta Magna proposta pelo presidente Evo Morales somam 2.059.811, contra 1.290.095 que rejeitam o projeto.

No entanto, o projeto deve enfrentar resistência das regiões autonomistas e se opõem à mudança na Constituição, como Santa Cruz, onde 65% dos votos são contrários (com 99% apurados) e Beni, onde essa maioria é de 67% (com 97% de apuração).


Presidente Evo Morales consegue aprovação popular da nova Carta Magna / AP

A CNE espera que este fim de semana termine a apuração o e que os departamentos entreguem os resultados regionais no início da próxima semana, para poder fazer a contagem nacional definitiva em uma sessão aberta nos seguintes dias.

Posteriormente, a CNE deverá enviar os resultados definitivos ao Congresso que, por sua vez, deve repassá-los ao presidente Evo Morales, para que ele promulgue a nova Constituição.

Diálogo

Em entrevista coletiva realizada na quarta-feira, o presidente da Bolívia Evo Morales enviou um recado aos governadores regionais e se disse aberto ao diálogo.

"Estamos abertos ao diálogo, como sempre", destacou o presidente, que, no entanto, voltou a rejeitar a possibilidade levantada por alguns setores da oposição autonomista de modificar a nova Constituição. "A nova Constituição aprovada pela vontade soberana do povo já é de fato um pacto", ressaltou.

Morales admitiu ainda que a implementação da Carta Magna não é um processo fácil, porque exige novas funções, novas competências, normas e procedimentos "e especialmente uma nova mentalidade". "Precisamos começar a nos descentralizar. Se quisermos mudar a Bolívia, temos de mudar nós mesmos", enfatizou Morales.

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