Consórcio desiste da Alitalia; empresa corre risco de falir

O consórcio de investidores CAI (Companhia Aérea Italiana), que fez uma oferta para socorrer a empresa aérea italiana Alitalia, retirou a proposta de compra da companhia e aumentou o temor de falência da empresa. O consórcio desistiu da oferta depois da decisão de sindicatos italianos de não apoiar o acordo antes do prazo que se encerrou nesta quinta-feira (às 11h, horário de Brasília).

BBC Brasil |

Quatro dos sindicatos apoiaram a proposta para socorrer a companhia, mas outros cinco foram contra devido ao plano de corte de 3 mil empregos.

Ao anunciar a retirada da oferta por uma decisão unânime, o consórcio CAI afirmou que está "profundamente decepcionado".

"Mais concessões iriam inevitavelmente colocar em risco a realização do plano (de socorro à Alitalia)", afirmou o consórcio em um comunicado.

Sem 'Plano B'
Segundo Emma Wallis, repórter da BBC em Roma, o ministro do Trabalho italiano Maurizio Sacconi admitiu que, se a Alitalia falir, o governo não tem um "Plano B".

Os quatro principais sindicatos de funcionários da Alitalia que concordaram com a proposta do consórcio foram o CGIL, CISL, UIL e UGL. Os outros cinco sindicatos rejeitaram a proposta afirmando que era "inútil e provocativa".

Os sindicatos que rejeitaram o plano - SDL, ANPAC, UP, ANPAV e Avia - incluem pilotos e tripulantes de aeronaves.

Segundo a proposta do consórcio CAI, as partes rentáveis da Alitalia seriam compradas por 1 bilhão de euros.

Em seguida, a companhia passaria por uma fusão com a Air One, a segunda maior companhia aérea da Itália, com a formação de uma nova empresa.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirmou que o governo vai fazer tudo o que puder para salvar a Alitalia, já que possui 49,9% da companhia.

Mas o governo italiano não pode simplesmente injetar dinheiro público na companhia por causa de regras em vigor na União Européia.

Em abril, planos para que a empresa fosse comprada pela Air France-KLM fracassaram por causa da oposição dos sindicatos a demissões.

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