Os conservadores ofereceram nesta sexta-feira uma partilha do poder aos liberais democratas, terceiro partido britânico, após terem fracassado por pouco em obter a maioria absoluta nas eleições legislativas de quinta-feira, mas o trabalhista Gordon Brown não admitiu a derrota e permanecia à espreita." /

Os conservadores ofereceram nesta sexta-feira uma partilha do poder aos liberais democratas, terceiro partido britânico, após terem fracassado por pouco em obter a maioria absoluta nas eleições legislativas de quinta-feira, mas o trabalhista Gordon Brown não admitiu a derrota e permanecia à espreita." /

Conservadores vencem eleições britânicas, mas sem maioria absoluta

Os conservadores ofereceram nesta sexta-feira uma partilha do poder aos liberais democratas, terceiro partido britânico, após terem fracassado por pouco em obter a maioria absoluta nas eleições legislativas de quinta-feira, mas o trabalhista Gordon Brown não admitiu a derrota e permanecia à espreita.

AFP |

Os conservadores ofereceram nesta sexta-feira uma partilha do poder aos liberais democratas, terceiro partido britânico, após terem fracassado por pouco em obter a maioria absoluta nas eleições legislativas de quinta-feira, mas o trabalhista Gordon Brown não admitiu a derrota e permanecia à espreita.

"Quero fazer uma oferta ampla, aberta e global aos liberais-democratas. Creio que dispomos de uma base sólida para um governo sólido", indicou o chefe da formação tory, David Cameron, acrescentando que as negociações iriam começar "agora".

O líder conservador restringiu, entretanto, os domínios em que estariam dispostos a um compromisso, particularmente em relação à Europa: os Tories descartam a adoção do euro, enquanto os liberais a tornaram sua meta "de longo prazo". "Acho que nenhum governo deveria dar mais poder à União Europeia", afirmou David Cameron.

O Tory aceitou iniciar uma reflexão sobre a reforma eleitoral tanto desejada pelos liberais liderados por Nick Clegg.

Cameron e Clegg devem se reunir a partir desta sexta-feira à noite para lançar as negociações. Uma assembleia de deputados liberais também foi convocada para sábado às 11h00 GMT (08h00 de Brasília).

Segundo os resultados oficiais definitivos, os Tories conseguiram a sua primeira vitória eleitoral desde 1992, com 306 deputados (36,1% dos votos), ou seja, cem a mais do que nas legislativas anteriores de 2005. Mas os conservadores ficaram a 20 assentos da maioria absoluta de 326 na Câmara dos Comuns, câmara baixa do Parlamento.

Com 258 eleitos e 29%, o Partido Trabalhista do primeiro-ministro Gordon Brown registrou seu pior resultado em termos de votos desde 1983, perdendo mais de 90 deputados.

Os 'Lib Dems' chegaram em terceiro, com 57 assentos (23% dos votos), ou cinco a menos do que na atual câmara, um resultado "decepcionante", reconheceu seu líder Nick Clegg. O "terceiro homem" não conseguiu transformar em vagas na câmara a súbita popularidade que ganhou graças aos debates transmitidos pela televisão.

Frente às negociações entre conservadores e liberais que se anunciam árduas, Gordon Brown se mantém em espera.

"Se as discussões entre Cameron e Clegg fracassarem, então, certamente, estarei disposto a discutir com Clegg assuntos sobre os quais um entendimento poderá ser possível entre nossos dois partidos", ressaltou, sem reconhecer a sua derrota eleitoral.

Nick Clegg havia considerado que os Tories tinham a "prioridade" para tentar formar um novo governo. "Acho que cabe agora ao Partido Conservador provar que é capaz de tentar governar pelo interesse geral", declarou aquele que, durante a campanha, havia sugerido que poderia aceitar trabalhar com os trabalhistas, mas que teria problemas em colaborar com Brown.

Para ter a liderança do governo, os conservadores poderão formar um governo minoritário, ou se entender com os 'Lib Dems' ou com pequenos partidos, como os unionistas irlandeses, que conseguiram oito assentos.

No entanto, as convenções permitem ao primeiro-ministro atual se manter no poder, contanto que não se torne evidente que não há mais base para governar, o que o levaria a uma demissão.

A ausência de maioria absoluta gerou o primeiro Parlamento "suspenso" (hung parliament) desde 1974.

As eleições tiveram uma forte participação (mais de 65%), mas foram marcadas por irregularidades: a comissão eleitoral anunciou uma "investigação aprofundada" depois que centenas de eleitores foram impedidos de votar em razão das longas filas de espera.

lv/dm

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