Conservadores propõem limitar entrada de imigrantes na Grã-Bretanha

O principal partido de oposição da Grã-Bretanha, o Conservador, planeja limitar a entrada anual de imigrantes de países que não são membro da União Europeia, caso o partido vença as eleições gerais marcadas para 6 de maio.

BBC Brasil |

A proposta está na plataforma de campanha dos conservadores, apresentada nesta terça-feira em Londres pelo líder do partido, David Cameron.

O partido, que tem sido favorito nas últimas pesquisas de intenção de voto, propôs também que pessoas desempregadas por longo período e que recusarem proposta de emprego façam trabalho comunitário se quiserem receber apoio financeiro estatal.

Os conservadores prometeram ainda dar aos eleitores poder para demitir parlamentares que cometerem "graves irregularidades", no que foi visto como uma resposta à indignação pública causada pelo escândalo dos pedidos abusivos de reembolso que sacudiu o Parlamento no ano passado.

David Cameron disse que "esta é uma plataforma para um novo tipo de política". "Poder do povo, não poder do Estado", afirmou.

Os conservadores também prometeram apresentar um orçamento de emergência até 50 dias depois de chegar ao poder, para reduzir o déficit do governo.

O partido promete um corte de 6 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 9 bilhões) dos gastos públicos que seriam resultantes de "desperdício".

Corte

Não foram revelados mais detalhes sobre os planos de limitação do número de imigrantes de fora da União Europeia que entram a cada ano no país, e não se sabe se a medida afetaria as dezenas de milhares de brasileiros que vivem no país.

A plataforma também propõe a introdução de um depósito compulsório para estudantes estrangeiros que vierem estudar na Grã-Bretanha. Esse dinheiro seria devolvido na saída do país.

Para analistas, a plataforma conservadora se caracteriza por pela ideia de passar o poder do governo para indivíduos, empresas e grupos de voluntários.

Segundo a analista de política da BBC Carol Walker, "isso inclui convites diretos para os eleitores serem seus próprios patrões, demitirem seus parlamentares, gerenciarem suas próprias escolas, possuirem casa própria, (...). Será duro para qualquer futuro governo conservador viver de acordo com essa retórica, nós não podemos ser todos patrões ou proprietários de imóveis".

"Mas os conservadores esperam que o convite ajude os eleitores a entenderem seu tema-chave em uma 'sociedade grande' e não em um governo grande", concluiu Walker.

O partido Trabalhista, do primeiro-ministro Gordon Brown, que busca seu quarto mandato consecutivo, anunciou sua plataforma na segunda-feira e o terceiro maior partido britânico, Liberal Democrata, deve divulgar suas propostas na quarta-feira.

O partido UKIP (Partido Independente da Grã-Bretanha), que defende a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, também lançou seu manifesto nesta terça-feira, pedindo que se dê "maior poder ao povo".

A agremiação prometeu não lançar candidatos para concorrer em áreas onde outros partidos apresentaram "eurocéticos convictos".

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