Conservadores macedônios firmam coalizão com minoria albanesa

Skopje, 5 jul (EFE).- A Organização Revolucionária Macedônia Interna-Partido Democrático pela Unidade Nacional da Macedônia (VMRO-DPMNE, conservadora), vencedora das eleições de junho, fechou um acordo com a União Democrática para a Integração (BDI) que permitirá a formação do futuro Governo, informou hoje a imprensa local.

EFE |

A cúpula da VMRO-DPMNE, do primeiro-ministro macedônio e candidato à reeleição, Nikola Gruevski, manifestou na noite desta sexta-feira seu apoio à coalizão com a BDI, apesar de poder governar sozinho.

A VMRO-DPMNE tem 63 das 120 cadeiras da Sobranie (Parlamento macedônio), e a BDI - o principal partido da minoria albanesa - conta com 18.

É a primeira vez que os dois partidos, que eram considerados distantes, definem uma coalizão.

No Governo em final de mandato, a VMRO-DPMNE formou uma coalizão com o Partido Democrático dos Albaneses (DPA), que agora perdeu para seu grande adversário, a BDI, em um processo eleitoral marcado por uma série de incidentes e irregularidades nas regiões habitadas minoria albanesa, que representa 25% dos 2 milhões de habitantes do país.

A BDI, derivada da antiga guerrilha albanesa que em 2001 entrou em confronto com as forças de segurança, em reivindicação de maiores concessões constitucionais à minoria albanesa, integrou a coalizão com a União Social Democrata da Macedônia (SDSM), que ficou no poder entre 2002 e 2006.

O último pleito parlamentar foi antecipado devido à crise política gerada recentemente por causa da proclamação unilateral de independência do Kosovo - povoado majoritariamente por albaneses - e pelo bloqueio da Grécia à integração da Macedônia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O futuro Governo deverá enfrentar a difícil tarefa de definir sua postura sobre a independência do Kosovo, rejeitada pela Sérvia e pela Rússia, mas reconhecida por mais de 40 países, inclusive Estados Unidos e grande parte dos Estados-membros da União Européia (UE).

Além disso, o novo Executivo deverá completar as reformas pendentes para poder iniciar a negociação de adesão da Macedônia à UE, já que é candidata desde 2005.

O futuro Governo também deverá encontrar uma solução à disputa com a Grécia sobre o nome "Macedônia", considerado por Atenas tradição exclusiva do helenismo, para então ser convidado a entrar na Otan. EFE Ib/wr/an

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