Conservadores e liberais-democratas realizaram neste domingo negociações "positivas" em sua busca por um pacto para tirar a Grã-Bretanha da crise provocada pela falta de maioria absoluta no Parlamento após as eleições, e voltarão a se reunir "nas próximas 24 horas"." /

Conservadores e liberais-democratas realizaram neste domingo negociações "positivas" em sua busca por um pacto para tirar a Grã-Bretanha da crise provocada pela falta de maioria absoluta no Parlamento após as eleições, e voltarão a se reunir "nas próximas 24 horas"." /

Conservadores e liberais mantêm negociações 'positivas' na Grã-Bretanha

Conservadores e liberais-democratas realizaram neste domingo negociações "positivas" em sua busca por um pacto para tirar a Grã-Bretanha da crise provocada pela falta de maioria absoluta no Parlamento após as eleições, e voltarão a se reunir "nas próximas 24 horas".

AFP |

Conservadores e liberais-democratas realizaram neste domingo negociações "positivas" em sua busca por um pacto para tirar a Grã-Bretanha da crise provocada pela falta de maioria absoluta no Parlamento após as eleições, e voltarão a se reunir "nas próximas 24 horas".

"Realizamos negociações muito positivas e produtivas sobre muitas políticas importantes", declarou aos jornalistas William Hague, um dos negociadores conservadores, ao término da reunião de cinco horas e meia, que abordou, entre outros pontos, a reforma política e a redução do déficit público.

"Temos a intenção de voltarmos a nos reunir nas próximas 24 horas", acrescentou o responsável pela política externa dos 'Tories', indicando que agora os negociadores passarão as informações para seus respectivos líderes.

Danny Alexander, chefe de gabinete do líder liberal-democrata Nick Clegg, classificou pouco depois o encontro de "útil" e afirmou que as duas partes concordaram que "qualquer acordo terá como ponto central a redução do déficit e a estabilidade econômica".

Esta nova reunião foi realizada dois dias depois de o líder conservador David Cameron, vencedor das eleições, mas sem os deputados suficientes para desalojar o primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown de Downing Street, ter proposto na sexta-feira a Clegg um pacto "global" para tentar formar um governo estável, que poderá ser em coalizão ou por meio de um acordo externo.

Os 'Tories' queriam inicialmente chegar a um acordo antes de segunda-feira para evitar que a incerteza política tivesse um impacto negativo na combalida economia britânica, mas essa possibilidade já havia sido descartada de antemão por fontes dos dois partidos, que têm programas divergentes em pontos importantes.

Clegg, que tem em suas mãos a chave de um governo, recebeu no sábado o "apoio pleno" de seu partido para realizar discussões com os conservadores, que obtiveram 306 assentos, contra 258 para os trabalhistas e 57 para os 'Lib Dems', no primeiro "parlamento suspenso" desde 1974.

Enquanto isso, Brown, que no momento se mantém no poder, aguarda um fracasso das negociações para tentar formar seu próprio governo com o partido de Clegg.

Em uma mensagem eletrônica enviada aos trabalhistas que atuaram em sua campanha, Brown afirmou que sua "determinação não mudou e não mudará".

"Prometi fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para lutar pelo povo deste país, para assegurar a recuperação", escreveu o primeiro-ministro.

Mas esta possibilidade parece cada vez mais remota devido à crescente pressão à qual está submetido, depois que três deputados trabalhistas pediram demissão e no momento em que 62% dos britânicos consideram que já deveria ter assumido sua derrota, segundo uma pesquisa publicada pelo Sunday Times.

O primeiro-ministro convocou neste domingo à tarde vários membros de seu gabinete e autoridades trabalhistas a Downing Street para uma reunião sobre a qual ainda não foram divulgadas informações.

Cameron, que espera suceder Brown, conversou por telefone novamente com Clegg, no dia seguinte a uma reunião frente a frente que nos dois partidos foi considerada "construtiva e amigável".

Os conservadores e os liberais-democratas mais voltados para o centro têm posições concordantes em diversos pontos, especialmente em âmbitos como Europa, Defesa e reforma do sistema político.

Cameron propôs criar uma comissão para explorar as possibilidades de reformar o sistema uninominal majoritário que prejudica os pequenos partidos, embora sempre tenha se mostrado contrário à proporcionalidade que Clegg deseja introduzir.

Quatro sondagens divulgadas neste domingo pela imprensa mostram que os britânicos são amplamente favoráveis a um sistema de votação mais justo, com apoios que oscilam entre 48 e 62%.

bur-ra/dm

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