Conselho Sul-americano de Defesa não é contra EUA, diz Jobim

Quito, 1 mai (EFE) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o Conselho Sul-americano de Defesa, proposto pelo Brasil, não pretende se contrapor à política dos Estados Unidos sobre o tema, mas deve ser uma entidade a favor da América do Sul, em declarações à imprensa do Equador. Segundo Jobim, que esteve na terça-feira em Quito para discutir o projeto, o Conselho deve buscar no futuro uma política regional de defesa sul-americana, mantendo as políticas de defesa de cada país, mas não contra outros, em entrevista publicada pelo jornal El Comercio. Jobim apontou também que a situação entre Colômbia e Equador não deve ser um pretexto para a não criação do Conselho, já que não será, segundo ele, uma aliança militar clássica, como uma Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) do sul, ou um Exército Sul-americano. É uma aliança de diálogo entre os ministérios de Defesa para tentar criar um bloco para a formação no futuro de uma política regional, para promover a transparência, a segurança e a periodicidade das relações entre os países. É o controle do poder civil sobre o militar, disse Jobim, que lembrou que na América Latina, após um passado com muitas ditaduras militares, está sendo muito confirmado. O ministro admitiu que uma política de defesa da região poderia servir de resguardo perante uma guerra regional, o que considera uma hipótese muito remota, mas que, caso acontecesse - diante de posturas divergentes dos países sul-...

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EFE cho/ev/db

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