Conselho municipal belga proíbe venda de casa de pedófilo

Bruxelas, 3 out (EFE) - O conselho municipal de Lobbes (sudoeste da Bélgica) proibiu a venda da casa de Marc Dutroux, o pedófilo belga que seqüestrou, violentou e matou várias meninas, no leilão público previsto para a próxima segunda-feira.

EFE |

O conselho municipal fez de tudo para que a casa não fosse vendida e, para isso, decidiu comprar o imóvel e transformá-lo em uma área verde, segundo informou o prefeito de Lobbes, Marc Basile, à agência "Belga".

No jardim "da casa dos horrores" de Dutroux em Sars-la-Buissière, uma das localidades do município de Lobbes, foram encontrados em 1996 os corpos de quatro de suas vítimas, Julie e Mélissa (ambas de oito anos) e An e Eefje (de 17 e 19 anos).

Além disso, foi encontrado também o corpo de um de seus cúmplices, o francês Bernard Wenstein, a quem Dutroux teria enterrado vivo.

Basile temia que a casa fosse comprada por alguém com a intenção de transformá-la em um "museu do horror".

Ele explicou que o notário que estava encarregado da venda será informado de "um confisco por razões de segurança pública" e acrescentou que "é absolutamente necessário que o pesadelo acabe".

O "caso Dutroux" veio a público em 13 de agosto de 1996, quando a Polícia deteve o pedófilo, sua mulher e outro de seus cúmplices.

Dois dias mais tarde, eram liberadas as meninas Sabine Dardenne e Laetitia Delhez, às quais Dutroux mantinha presas no porão de sua casa.

Pouco depois, exumaram Julie, Mélissa, An e Eefje, enterradas por Dutroux após serem várias vezes violentadas e, em seguida, deixadas para morrer de fome. EFE vl/db

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