Bruxelas, 18 jan (EFE).- A crise humana e a reconstrução do Haiti após a catástrofe provocada pelo terremoto estarão na agenda política do Conselho Europeu que reunirá em Bruxelas, em 11 de fevereiro, os chefes de Estado ou Governo da União Europeia (UE).

O presidente permanente da União Europeia, o belga Herman Van Rompuy, anunciou hoje, em comunicado, que decidiu levar a questão "ao mais alto nível político", em coordenação com a alta representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Catherine Ashton, e com o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, cujo país preside a União este semestre.

Van Rompuy antecipou que serão analisarão "os esforços de reconstrução e o apoio comunitário à proposta da conferência internacional sobre o Haiti".

O presidente permanente da União destacou que, "após o desastre, a UE e os Estados-membros responderam de forma rápida, em coordenação com outros agentes internacionais, para aliviar o sofrimento e restabelecer o mais rápido possível as condições de vida mínimas para a população".

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. O Governo do país caribenho confirmou que pelo menos 70 mil corpos já foram enterrados.

Na quarta-feira passada, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, tinha falado em "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE lmi/an

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