Conselho eleitoral acusa Chávez de usar recursos públicos em campanha

Caracas, 16 ago - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, estaria violando a lei ao utilizar recursos do Estado para promover seus candidatos às eleições regionais e municipais que ocorrerão em novembro, denunciou hoje um dos cinco principais reitores do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Vicente Díaz.

EFE |

Chávez lança mão de "recursos do Estado, para o programa 'Alô Presidente', para promover candidaturas de seu Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Isso está proibido por lei", declarou Díaz.

O "Alô Presidente" é transmitido nos domingos através da estatal "Venezolana de Televisión" ("VTV") e de outros meios oficiais, entre eles a Radio Nacional de Venezuela (RNV).

Díaz também o acusou de promover através da "VTV" "insistentemente as candidaturas do PSVU", e afirmou que os diretores de programas dessa cadeia, cujos salários são "pagos com dinheiro de todos os venezuelanos", vestem roupas com as siglas do partido governista.

"Isso é proibido por lei", reiterou Díaz, em declarações à imprensa, após participar de um fórum organizado pela ONG "Queremos Elegir".

O reitor de pleito declarou que não é papel só do CNE, mas também da Controladoria Geral, corrigir a situação de "desequilíbrio" gerada pela suposta vantagem oficial, com a aplicação das sanções àqueles que descumpriram a lei.

A campanha para as eleições regionais e municipais de novembro deste ano não foi declarada oficialmente aberta ainda pelo organismo eleitoral.

A diretora do PSUV, Vanessa Davies, negou nesta sexta-feira que os meios do Estado "estejam comprometidos" com as atividades proselitistas dessa organização, fundada por Chávez em 2007 para aglutinar cerca de 20 partidos que o apóiam.

"Seria ilegal, uma forma de corrupção, e não vamos permitir nas fileiras do PSUV. Em sua condição de militantes, (os diretores dos meios estatais) poderão colaborar, mas nunca comprometendo os meios que estão dirigindo na produção ou execução da campanha", declarou Davies.

A respeito das recorrentes denúncias opositoras sobre supostas irregularidades no censo eleitoral, Díaz defendeu que esse registro é "confiável" e nele "não há erro que possa afetar" as próximas eleições venezuelanas.

As eleições ocorrerão em 23 de novembro, quando os venezuelanos elegerão 23 governadores e 335 prefeitos, além dos membros das Assembléias Legislativas regionais.

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