Conselho dos Guardiães iraniano diz que processo eleitoral está fechado

Teerã, 30 jun (EFE).- O porta-voz do Conselho dos Guardiães, Abbas Ali Kadkhodai, lembrou hoje que não restam mais vias legais para reivindicar, e advertiu aos candidatos derrotados nas eleições iranianas que, caso prossigam suas ações de protesto, poderiam ser julgados.

EFE |

"Segundo a Constituição iraniana, o Conselho de Guardiães é o principal órgão Executivo em matéria eleitoral. O Conselho revisou todas as queixas e aprovou os resultados de forma unânime", explicou, em entrevista coletiva.

"O assunto está fechado e, caso se continue fomentando os rumores de fraude, o Poder Judiciário deverá intervir. Agora não é mais competência direta do Conselho, mas de outras instituições", alertou.

Kadkhodai, que qualificou de "épica" a ampla participação no pleito, insistiu em que "não resta mais nenhuma entidade com autoridade" para tratar possíveis reivindicações.

Neste sentido, admitiu que foram detectadas anomalias, mas que não eram suficientemente graves e importantes para fazer variar o resultado final.

"A apuração de 10% das urnas em todo o país, que foi feita ao acaso e com a presença de observadores, diante das câmeras da televisão estatal, mostra uma pequena porcentagem de diferença em comparação com o resultado anterior", afirmou.

A este respeito, negou uma das principais queixas do principal candidato derrotado, Mir Hussein Moussavi, que denunciou a escassez de cédulas em colégios onde supunha que sairia ganhador.

Após duas semanas de distúrbios e protestos, o Conselho de Guardiães confirmou na segunda-feira a polêmica reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. EFE msh/an

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