Conselho do Iraque aprova pacto de segurança com EUA

BAGDÁ (Reuters) - O Conselho Presidencial do Iraque aprovou um pacto de segurança com os Estados Unidos que abre caminho para a retirada completa das tropas norte-americanas do país até o fim de 2011, disse nesta quinta-feira um porta-voz. O acordo, que vislumbra um fim para a presença militar dos Estados Unidos no país -- iniciada com a invasão de 2003 --, foi aprovado pelo Parlamento no mês passado, após longas negociações. Ele deve ser levado a referendo no ano que vem.

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O Conselho Presidencial do Iraque, composto pelo presidente Jalal Talabani e por dois vices, precisa aprovar por unanimidade todas as leis que são aprovadas pelo Parlamento

"O Conselho Presidencial endossou o pacto de segurança com os Estados Unidos. Isso significa que o acordo será posto em vigor", disse à Reuters o secretário do conselho, Naseer al-Ani.

O conselho também deu luz verde ao acordo de longo prazo que constrói laços culturais, econômicos e de segurança entre os dois países.

Um comunicado conjunto do embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Ryan Crocker, e do general Ray Odierno, comandante das forças norte-americanas no país, disse que os dois acordos entrarão agora oficialmente em vigor após uma troca de notas diplomáticas.

"Temos em vista, com esses acordos, a redução contínua das forças dos Estados Unidos e a normalização das relações bilaterais como duas nações soberanas e iguais."

O governo do Iraque tentou abafar as críticas ao acordo, dizendo que a oposição precisa esperar para julgar a maneira como Washington honrará o compromisso de retirar as tropas.

O influente clérigo xiita Aiatolá Ali al-Sistani expressou reservas quanto ao pacto, que exige que os soldados norte-americanos deixem as cidades iraquianas no meio de 2009 e abandonem o país até o fim de 2011. O documento também impede que as forças dos Estados Unidos prendam iraquianos.

Quando os parlamentares aprovaram o acordo, eles decidiram levá-lo a referendo em julho do ano que vem.

Uma das maiores preocupações de alguns congressistas é a falta de garantias de que os Estados Unidos cumprirão sua parte, mas o governo disse que o referendo dará tempo suficiente ao público para decidir se isso ocorrerá ou não.

(Reportagem de Waleed Ibrahim; Reportagem adicional de Tim Cocks)

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